31 dezembro 2015

sobre 2015

O melhores do ano de 2014 foi feito em vídeo, mas esse ano não fiquei afim de gravar naquele formato, então cá estamos. 

Livros

Falando de livros, esse ano teve de tudo, inclusive contos e crônicas. Comecei janeiro lendo Os Goonies no meio de um apagão, depois terminei de ler O Hobbit que tinha começado em dezembro de 2014, li Trono de Vidro e comecei O Retrato de Dorian Gray. Em fevereiro terminei o dito cujo e a coisa desandou com A Noite dos Mortos-Vivos. Em março compensei com A Garota Que Perseguiu a Lua, livro amorzinho, li também A Profecia de Samsara, uma fantasia nacional e atravessei para abril lendo As Aventuras de Alice no País das Maravilhas e logo depois, em maio, li Através do Espelho e o que Alice encontrou por lá. Ainda em maio li o segundo livro do detetive Strike de J.K. Rowling, O Bicho da Seda, Morando Sozinha da Fran Guarnieri e Brida do Paulo Coelho. Em junho me arrastei com O Filho de Netuno e foi só. 

Em julho eu comprei um livro pela capa e me apaixonei, o Lonely Hearts Club, li um guia nada turístico de Paris, o Paris para principiantes e na estrada li Vacacciones. Ainda em julho li o conto As Valentinas e o livro Quinze Tons de Constrangimento. Em agosto terminei O Aprendiz de Assassino, li Hilda Hilst pela primeira vez com A Obscena Senhora D, li também Para Cima e Não Para o Norte, literatura portuguesa e livro que ainda não entendi sobre o que é. Teve um livro de nome longo de gostei, mas ainda não sei, Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios, li o Lugar de Mulher e terminei o mês lendo O Pequeno Príncipe em inglês, ufa. Setembro foi regado à Anne Frank com Contos do Esconderijo e o diário propriamente dito, O Diário de Anne Frank. E em outubro finalmente terminei Os Três Mosqueteiros. Em novembro li um livro de contos chamado Explícitas e um conto avulso muito bonitinho chamado Meninos e Meninas. E então dezembro. Comecei o mês com A Filosofia da Caixa Preta, livro indicado por um professor de filosofia que fala sobre fotografia e muitas coisas, li um conto de Natal do Dickens, Os Duendes que Raptaram um Coveiro, li um chick-lit pela primeira vez, Fiquei com seu número e na noite de Natal terminei de ler Nicolau São Norte e a batalha contra o rei dos pesadelos

No meio disso tudo comecei a reler Harry Potter em inglês ainda estou no primeiro livro e também comecei Guerra dos Tronos, estou aproximadamente na página 90 ainda, um longo caminho pela frente. No momento em que escrevo esse texto estou lendo Um sorriso ou dois, um livro de contos e crônicas do Frederico Elboni e Rei Arthur e os cavaleiros da Távola Redonda de Howard Pyle. 

E não só de livros terminados vive uma pessoa. Não abandonei nada, mas muita coisa ficou pela metade durante o ano, principalmente depois de comprei o Kindle por ser bem mais fácil carregar o aparelhinho por aí. Não terminei We Are All Completely Beside Ourselves que era para fazer parte de um clube de leitura que falhou, teve Deuses Americanos que quero muito terminar no feriado de Ano Novo, A Marca de Atena, livro três de Os Heróis do Olimpo que me arrastei até a página noventa e a Lâmina da Assassina que se passa antes de Trono de Vidro. Dos dois amigos secretos que participei, em um deles ganhei Vivian contra o apocalipse que li o prefácio e pretendo fazer uma maratona para ler esses quatro livro de uma vez.

Falando em amigo secreto, no outro ganhei Dezesseis Luas e esse fica pro ano que vem junto com A Casa de Hades, O Sangue do Olimpo, Rangers - A Origem dos Arqueiros e Aquarela, um livro de contos. E em algum momento pretendo terminar As Crônicas de Nárnia (estou no livro três) e Treblinka. Não tenho a intenção de terminar mais nada em 2015, o que vier é lucro. Somei um total de trinta livros lidos fora os contos, e considerando que só realmente odiei UM livro dessa lista, foi um bom ano.

Filmes

Sobre filmes, não sei quantos assisti esse ano porque não anotei mas os melhores foram Somos Tão Jovens, A Duquesa, Vivendo na Eternidade, A Origem dos Guardiões, Capitão América: O Primeiro Vingador, O Espetacular Homem-Aranha, Amor e Inocência, Minha querida Anne Frank, Jogos Vorazes: A Esperança - parte 1, Maria Antonieta, A Incrível História de Adaline e Chicago (que na verdade eu já tinha assistido antes).

De séries, pela primeira vez na minha vida terminei uma: How I Met Your Mother. Também assisti The Musketeers, comecei Downton Abbey, continuei Gilmore Girls e Faking It.

Música

De música, eu ouvi muita coisa esse ano, inclusive foi o ano em que dei uma chance para a música eletrônica. Tive dois álbuns favoritos, o 1989 da Taylor Swift que é do ano passado e o Revival da Selena Gomez, desse ano. Resolvi fazer essa playlist para listar não as músicas mais ouvidas do ano, mas as que me marcaram de alguma forma.



Dos links de dezembro, tivemos:
» rascunho 
» antes de entrar {vídeo}
» your vagina matters {vídeo}

Por fim, foi um mês muito bom, foi um ano muito bom. Eu já fiz uma retrospectiva lá no dia doze e não retiro nada do que eu disse. 2015 foi um ano de várias mudanças, no qual eu tinha apenas uma meta: viver intensamente. Fiz (quase) tudo que tive vontade de fazer e fiz muito mais do que eu poderia imaginar lá no final de 2014. Teve choro? Teve. Mas tiveram muitos mais risos que lágrimas. Teve perrengue? Sempre vai ter um perrengue. Teve raiva, teve papel de trouxa, teve cicatrizes, mas teve muita coisa boa também. Por algum motivo estou empolgada por 2016,  que venha!

19 dezembro 2015

atualização de software

Nada mais anda fazendo sentido quando olho para o meu guarda-roupa. Me sinto presa na adolescência que achei que, comprando umas saias, sairia rodando dela, mas não, continuo presa ao mundo dos 15 anos e estou sentindo uma vontade absurdamente grande de mudar. Soa familiar? Já escrevi sobre isso em 2012, e essa vontade voltou. 

Antes, sempre foi uma coisa capilar, mudava o cabelo e bum, pronto, nova eu. Agora é diferente. Não me reconheço nas minhas próprias roupas. e não falo de consumo, mas falo de me sentir bem. Quando olho para meu pequeno conjunto de roupas parece coisa de outro mundo. Poucas peças se salvam no meio dessa bagunça. Dia desses eu resolvi catalogar minhas roupas pra ver qual era a do meu armário e descobri que tenho um total de duas calças jeans, o que já começou errado já que é uma das minhas peças principais, já que uso as calças para trabalhar, nove blusas aleatórias, duas blusas cropped que são as que eu mais uso, seis regatas normais, uma de academia e um total de quinze - isso mesmo, quinze, sem contar o uniforme - camisetas, sendo que dessas quinze eu uso só umas quatro. E aí eu percebi que tinha alguma coisa errada. 

Talvez há dois ou cinco anos, esse fosse o modelo perfeito de guarda-roupa pra mim, mas hoje, não faz sentido. Eu não tenho vontade de pensar antes de me arrumar, sempre pego as mesmas peças, sendo que tenho toda essa variedade, o problema é que essa não é a minha variedade. De tempos em tempos eu doo peças que estão paradas há muito, mas hoje a vontade é de doar tudo e começar do zero. Quem me dera. Aqui e ali vou garimpando (essa palavra é engraçada) roupas novas e me livrando das antigas. Dos antigos sentimentos. Do antigo ano. Parece que 2015 quer levar tudo embora e não faço questão de segurar nada, como dizem, novos ventos só vem quando largamos as velhas âncoras, ou alguma coisa assim. 

Não consigo me lembrar o que foi que mudei lá com meus 18 anos, só sei que mudei. E mudei de novo. E talvez daqui cinco anos eu mude novamente. Acontece que essa versão minha de 2015 expirou e preciso atualizar o software, e se você quer um spoiler, estou tirando meu lado Zooey Deschanel do armário, lado que sempre tive, mas sempre ficou bem escondido por sei lá qual motivo (na verdade, sei sim - escudos, medos).

Certa vez Anne Frank disse que ela se sentia um feixe de contradições e por um (ou vários) momentos me senti da mesma forma. Agora, sábado, às quase duas da manhã, quando eu deveria estar dormindo afinal acordarei às 07:15, me sinto assim. Eu daqui, minhas camisetas de lá. E, bom, esse texto não tem conclusão, afinal, nem comecei nada, foi um reconhecimento de causa que eu precisava colocar pra fora.

12 dezembro 2015

[Um título bonitinho aqui]

Acho que eu não deveria começar essa retrospectiva no dia 12 de dezembro, mas é o tem pra hoje. 

Só por motivos de preciso pensar.

2015. Não odiei. Na verdade, foi um bom ano e isso pode mudar nos próximos dezenove dias, mas acho meio difícil isso acontecer. Durante o ano eu fui anotando as coisas que foram acontecendo na minha vida e fiquei assustada com a quantidade de coisa bacana que consegui fazer e me aconteceu. Apesar de ter sido meio relapsa nos três primeiros meses. Apesar dos perrengues, dos choros e da desilusão, eu amei 2015 de um jeito que nunca amei nenhum outro ano. Esse ano eu finalmente fiz coisas. Eu era aquele tipo de pessoa que nunca levava nada pra frente, desistia na metade ou só ficava no campo das ideias, mas esse ano tudo mudou. Confesso que achei que dezembro seria um mês meio bosta, mas por enquanto (e que continue assim por favor nunca te pedi nada) está tudo muito bem obrigada. O negócio é que aprendi a lidar (um pouco) com a vida. E claro que continuo fazendo umas cagadas tipo dormir tarde tendo de acordar às 07:00 da manhã *cof cof*, mas isso é o de menos. Sabe aquela lista intitulada "Em 2015..."?  Foi um custo, mas eu parei de temer o futuro e o desconhecido. E, tudo bem, às vezes eu ainda me estresso, mas com certas pessoas, não dá. Eu não me cobro mais loucamente. Levo "curtir o momento" muito a sério. Sofrer por antecedência é um talento natural, mas venho parando aos poucos. Assim como terminar o que eu começo é uma coisa que venho tentando fazer, mas são passinhos de formiga. Resolvi experimentar cerveja e batizei o Uberlândia Food Truck Festival como o dia oficial da experimentação, experimentei maquiagens diferentes do que estava acostumada, experimentei ser feliz, para variar. Não suporto mais ver meu quarto desorganizado. Aprendi a desapegar. Descobri que nada de bom acontece depois das duas da manhã, mas continuo subestimando o poder de dormir antes da meia noite. Velhos hábitos nunca morrem.

Em março eu pude admirar a beleza do meu certificado de graduação no curso de fotografia depois de um ano e meio onde eu quase desisti e no mesmo mês voltei para meu antigo projeto na empresa onde eu trabalho, onde cinco meses depois uma colega de trabalho me contrataria como fotógrafa de seu casamento. Em 2015 eu aprendi que a vida não tá nem aí pros nossos planos e acontece como tem que acontecer - tudo isso poderia ser uma história completamente diferente se minha escolha lá em abril de 2014 tivesse sido outra. E eu não mudaria nada. E em abril eu abri o que seria meu primeiro "portfólio", que é só um Tumblr com um monte de fotos aleatórias - o Full of Daisies. De maio a junho voltei pro YouTube, mudei de cargo e escrevi texto pro crush, daí veio julho com meu aniversário, uma viagem longa demais da conta, crises e aprendi que quando as coisas estão predestinadas a dar errado, elas vão dar errado - e que é quase impossível mijar (desculpa gente, mas eu falo assim) de meia-calça, vestido e salto alto. E então agosto com o ensaio, o casamento, cinco anos de desabafos e lamentações, um filme de terror no cinema quando na verdade eu queria assistir Pixels, mudança do layout, uma espécia de viagem sozinha pro casamento (uma hora de pouco de viagem pra outra cidade, não deixa de ser uma viagem) (com direito à senhora puxando conversa) (e eu super tensa porque "meu deus tô viajando sozinha socorro"), Netflix entrou na minha vida e, ufa, chega de agosto.

Setembro passou tão rápido que nem vi. Só sei que saí, me diverti horrores, me perdi no meio da festa (literalmente, isso não foi modo de dizer, eu realmente me perdi lá no meio) e puxei conversa com um boy que não deu bola mas: caguei. A maquiagem entrou na minha vida. Voltei a ter diarinho. E outubro aconteceu. Mais crises. Resumindo 2015 em uma imagem:

primeiro semestre/segundo semestre

Em outubro vieram questões, o pilates aconteceu por um dia, completei minha coleção de Sailor Moon (mas não acabei de ler ainda) e arrumei um novo layout pra cá, mas só vou trocar ano que vem (é com tema de Harry Potter <3). Em novembro terminei How I Met Your Mother e apenas melhor série (a única que terminei, rs), completei minha "coleção" de maquiagem, comprei um Kindle e depois chorei por não ter esperado a promoção e entrei numa ressaca literária sem fim. E estamos em dezembro. Há doze dias. Não vou falar pro ano acabar mais rápido nem nada, apesar de já ter dito isso no Twitter, acho. 2015 foi um ano de realizações, quais eu não tinha nem imaginado e acho que não ter colocado uma meta para 2015 foi o que fez a diferença. Na verdade, eu só tinha uma meta: fazer as coisas ao invés de só querer fazê-las, e eu fiz todas as coisas que eu queria. Hoje não voltaria no tempo parar fazer nada, muito menos não fazer. Por esse ano só tenho à agradecer seja lá o que os próximos dias vão me trazer.

07 dezembro 2015

mais filminhos

Sábado falei de um filme bonitinho e hoje voltei com mais quatro filmes (não necessariamente bonitinhos). Desculpe a falta de temas, mas as leituras andam fracas por aqui.


Capitão América: O Primeiro Vingador (2011): Percebi que já faz uma semana que assisti Capitão América: O Primeiro Vingador e não comentei do filme, ops. Filme que aliás, adorei. Aqui somos introduzidos ao personagem, a descoberta do Capitão no presente e então somos mandados para o passado a fim de conhecer como ele se tornou quem é. A construção do herói é mais científica que fantasiosa, se passa durante a Segunda Guerra Mundial onde, Steve Rogers é convidado a servir de cobaia para um teste do Dr. Erskine onde ele se transformaria de um rapaz magro e fraco, para um super soldado. Terminei desejando Capitão América 2: O Soldado Invernal.


A Nova Onda do Imperador (2000): No mesmo dia que assisti Vivendo na Eternidade, filme que gostei tanto que escrevi um texto só pra ele aqui, assisti também A Nova Onda do Imperador. Quem lembra de A Nova Escola do Imperador? Isso mesmo, é o filme do Kuzco onde ele é transformado pela Yzma em uma lhama e agora tem que achar um jeito de voltar para o palácio e destruir os planos malignos de sua conselheira. Tudo com uma lição bonitinha no final. O Kuzco é quase um dos meus personagens favoritos da Disney.


Chicago (2002): 1920. Seis assassinas em potencial. Duas mulheres que fariam de tudo pela fama. A cidade de Chicago ama sangue fresco e rostos bonitos para aclamar. Chicago é um musical e como é de se esperar, um dos que eu amo. Assisti pela primeira zapeando a TV e no domingo resolvi assistir de novo, tem no Netflix. Eu amo como esse consegue não te fazer odiar os criminosos. Você não torce por ninguém, você é só mais um espectador do show e quando a cortina se fecha, você vai embora. Já fazia tempo que eu queria rever e não acredito que demorei tanto.


O Expresso Polar (2004): Naquelas de tentar entrar no clima natalino, assisti já tem muitas semanas o filme d'O Expresso Polar, o que não deu muito certo e nem amei tanto assim, apesar de ter feito uma referência no resumo do mês de novembro. Parte de mim queria ter assistido a esse filme quando eu era criança. Um filme que eu sempre achei que fosse com gente de verdade e com o Josh Hutcherson (?) é na verdade uma animação que eu diria até que vale a pena assistir nesse mês de dezembro caso você ainda não tenha visto, o que eu acho difícil por ser um filme até bem conhecido. Meu filme natalino favorito continua sendo Menores Desacompanhados ¯\_(ツ)_/¯


Algum filme pra me indicar?

05 dezembro 2015

Tuck Everlasting (Vivendo na Eternidade - 2002)


Procurando por coisas aleatórias na Netflix, uma dessas coisas aleatórias que encontrei foi esse filme com a Alexis Bledel que na capa achei que era a Ellen Page (?), li a sinopse e coloquei pra rodar. Adoro ver filmes assim pois sempre posso me surpreender. Por ser um filme da Disney logo já deduzi qual seria o final, mas esses dois fatos não tiraram nada do filme. Foi uma história bem contada e amarrada, e que eu veria de novo. 

Tá, mas é sobre o que? Em meados do século XX, Winnie Foster se vê presa às garras da mãe e ao ser obrigada a partir para um colégio interno, foge para o bosque da família, lá descobre que a família Tuck vive às escondidas e eles possuem um segredo que pode mudar tudo, tanto para Winnie, quanto para o mundo. Agora que se apaixonou pelo filho mais novo da família, tem que decidir se ficará com eles, ou voltará para casa.

Primeiro, vamos lembrar que estamos falando de um filme da Disney, alguma mensagem esse filme vai deixar seja quem for que esteja assistindo. Uma mistura de fantasia com a realidade que eles sabem fazer muito bem, e o visual de época que consegue me conquistar de primeira. O filme é sutil. Mas, faltou alguma coisa. Ele é completo de várias formas e acredito que se fosse mais longo, estragaria. Mas mesmo assim, senti falta de algo. Só por isso ele perdeu meia estrela. Mas não veja isso como uma coisa ruim, eu realmente amei o filme e pode ser que para você não falte nada. Uma das coisas que eu mais gostei foi a narração do filme, me lembrou um pouco A incrível história de Adaline, inclusive o plot é parecido. Não quero falar muito para não revelar a história, então parei por aqui.

Time is like a wheel. Turning and turning - never stopping. And the woods are the center; the hub of the wheel. It began the first week of summer, a strange and breathless time when accident, or fate, bring lives together. When people are led to do things, they've never done before. On this summersday, not so very long ago, the wheel set lives in motion in mysterious ways.

04 dezembro 2015

Eu escrevo esse texto para você


Esse é mais um daqueles textos escritos às pressas. Uma daquelas cartas jogadas debaixo do portão. Sem selo, sem remetente. Mas é pra você, exclusivamente. Mais um daqueles poemas sem começo nem fim. Eu escrevo esse texto para você e não me importo com os erros, são palavras vomitadas.

Sopradas ao vento, aleatoriamente.

Por você, escrevo. Por tudo. Pela lembrança. Pelas memórias. Pela chama que não quero que se apague. Escrevo a fim de não te perder. Escrevo como se segurasse sua mão, com o medo de te largar e você desaparecer.

Escrevo, gravando cada uma dessas palavras bem fundo na pele.

Escrevo sem pausa. Sem vírgulas. Sem dó da página que sangra tinta de caneta velha e pó. Escrevo mesmo que meus braços estejam cansados. Escrevo mesmo cansada de tentar te entender. Eu escrevo sobre você. Eu não deveria te dedicar tantas linhas. Ninguém recebeu tantos textos como você. Você cantava essa música, e eu cantei com você.

Para começo de conversa, eu não planejei me apaixonar. Mesmo que nesse caso, apaixonar-se seja uma palavra forte. Só que você acendeu sentimentos antes enterrados e escondidos a setenta chaves. Sentimentos que evito visitar por medo de me machucar e deixar gostar, pois nunca gostei de gostar, por nunca ser recíproco, ou pelo menos, nunca saber se é recíproco. Então eu escondia, não muito bem, confesso.

Da primeira vez que eu te vi, vi que era tarde demais.

Naquela primeira troca de olhares, naquele primeiro boa tarde, naquela primeira conversa, você já me tinha nos braços. Não que eu acredite em amor à primeira vista, mas aconteceu. E eu neguei, e de vez em quando ainda nego, e me pergunto o que foi que eu vi em você. Nem eu mesma sei. Eu sou uma romântica incorrigível e isso me faz florear, e mesmo que eu queira ser sua amiga, eu sei que nunca conseguirei, pois não sei separar todos esses sentimentos. Não que eu não goste de você como amigo, mas certas coisas não se devem imaginar com amigos. Talvez você seja o que sobreviva a esse turbilhão, mas não acredito que isso vá acontecer. Quantos já passaram por esse coração? Não quero fazer parecer que você é só mais um, nenhum deles ganhou tantos textos como você, e nenhum deles foi lido mais do que por mim, e daqui alguns meses, talvez, essas palavras não façam mais sentido e você, claro, nunca vai saber, mas vou guardar os bons momentos como sempre.

É para isso que eu escrevo.

02 dezembro 2015

coisas

coisas que tenho vontade de fazer, posso, mas nunca faço:
» tirar o salto do meu oxford
» cortar o cabelo o menor possível
» fotografar mais + divulgar o meu trabalho
» viajar sozinha
» yoga + pilates + ballet
» terminar de escrever o meu livro
» ir na catsu
» fazer uma tatuagem
» usar saias e vestidos
» cultivar uma plantinha

duas coisas até o final do ano:
» assistir alguma peça de teatro
» comprar minha sapatilha de ballet

coisas que deixei pela metade:
» as aulas de História da Arte I
» a reforma do meu quarto

se meus tênis falassem:
Hoje eu sou vermelho, mas já fui de várias outras cores. Estou um pouco sujo, mas, sinceramente, não faço questão que me lavem. Minhas marcas são histórias e memórias, aventuras que vivi com você, e uma lembrança de que vencemos a batalha. Cada um tem as marcas de guerra que merece. Inclusive, odeio ser deixado para trás. Ao seu lado eu tomo sol, chuva, corro na terra, pulo, danço e minha parte favorita do dia é quando posso ir lá fora, desbravar o mundo. Sou um velho de alma jovem. Estou ao seu lado há treze anos e espero ficar mais dez, vinte, trinta anos com você.

coisas que eu aprendi até agora:
» sempre terá um "será que..."
» sempre terá um "e se?"
» quando as coisas estão predestinadas a dar errado, elas vão dar errado
» é quase impossível ir ao banheiro de meia-calça, vestido e salto alto
» não importa quais sejam os planos, a vida tá nem aí pra eles

30 novembro 2015

Novembro: You better watch out, you better not cry

I'm telling you why...


Pois é, acabou novembro. Já vinha dizendo que esse ano a magia andava fraca por aqui e acreditava firmemente que meu guizo tinha parado de tocar, até que na madrugada de sábado para domingo resolvi assistir ao ballet d'O Quebra-Nozes. Eu já havia assistido antes, já conheço a história há anos, mas a sensação foi de que estava assistindo pela primeira vez. Talvez por ser um apresentação diferente da que vi anteriormente. Nessa versão só senti falta da Fada Açucarada, ou não prestei atenção porque já eram 3 da manhã e eu estava morrendo de sono. Não sei se são as músicas ou a toda a história em si, mas assistir essa apresentação nessa madrugada fez com que meu guizo tocasse mais alto novamente. Eu sempre amei o Natal, não só pela comida e não por Jesus, confesso, mas simplesmente pelo clima. No Natal eu fico mais Pollyanna do que já sou e meio que todo mundo fica Pollyanna também. Talvez seja efeito das músicas de Natal, do bom velhinho, das comidas natalinas, das luzes coloridas, não sei. Mas a cidade fica linda, e com um toque de magia. E ainda bem que entrei no clima. Abaixo tenho dois vídeos de apresentações diferentes, mas não foi nenhuma delas que eu assisti, a que eu assisti foi uma versão no Mariinsky (tem no YouTube ;)).



Santa Claus is coming to town...


Mas, novembro. Esse mês se arrastou. E nesse mês eu terminei de assistir How I Met Your Mother, completei minha coleção *cof cof* de maquiagem, comprei um Kindle antes da Black Friday e depois chorei no cantinho por motivos de CEM REAIS DE DESCONTO. Mas, Kindle <3. O que mais teve esse mês foram entradas do meu diário e vão para dois meses que não consigo ler nada, socorro. Pra não falar que não li nada, li alguns contos soltos por aí. Tirei o mês para ficar ouvindo Taylor Swift, cansei dessa vida e estou hibernando até a virada do ano, quase fui no cinema assistir Jogos Vorazes: A Esperança - o final, mas a vida resolveu que não, e desisti das férias, já vi que a moça não vai me liberar, o Rio de Janeiro fica pra outra data. Aliás, esse mês eu virei a louca das pesquisas sobre viagens e como sobreviver em terras cariocas, claramente deixando as coisas para última hora. Tô querendo colocar um tema natalino no blog, mas não encontro nada de bom. Enfeitei meu quarto e ficou até agradável.

Dos links desse mês:
alguns animais são mais iguais que outros
o mundo gira, superem
por menos "pfvr pfts"
funny cat gifs
uma vida de possibilidades {vídeo}
cinco lições que eu aprendi com relação a organização de viagens
vinte truques (realmente úteis) para se dar bem em aeroportos
quem consegue ser feliz sozinho?


Só mais um mês...

26 novembro 2015

Me ajuda, José

Acontece que eu fui fuçar nos arquivos de 1989 e achei todas as polaroids bonitinhas do álbum e acabei editando algumas por motivos de sim, eram 01:29 da manhã, eu estava com fome e sem sono, me deixa. E estava ouvindo o 1989, e depois fui ouvir o Red, e aí fiquei pensando no meu próximo aniversário que veja só, é daqui muitos meses ainda e 2015 nem acabou. Ou seja. Mas de qualquer modo, meu próximo aniversário. Acontece que eu vou fazer 22 anos. Vinte e dois. Dois. 'cabô o vinte e um, somou mais um, e me sinto meio que igual aquele gato correndo em volta da bacia de bagunças. Oito longos meses pela frente e minha crise da vez é que meu-deus-vinte-dois-anos-que-que-tô-fazendo-com-a-minha-vida. Claramente, nada. E esse aparente nada está me assombrando porque me sinto presa a uma coisa que teoricamente está andando, mas parece que a vida simplesmente parou e mesmo que eu tente faze-la andar, ela não sai do lugar. Às vezes eu não sei se a vida simplesmente parou ou começou a andar tão rápido que eu não consigo acompanhar. E fiquei estagnada no mesmo lugar fazendo vários nadas. E por mais que eu tente andar ou mudar, tudo continua igual e... parado. 


Também preciso dizer que achei essa fonte que parece a do 1989 e fiquei brincando no Photoscape. E que confundo 1989 com 1889, o que não faz sentido. Enfim.

Não ando nem escrevendo ultimamente, na verdade, não fiz nada nesse mês de novembro, foi um mês de sentar no cantinho e simplesmente esperar que ele passe da melhor forma possível. Cheguei a conclusão de que aquela coisa de quinta-feira do ano realmente faz sentido, afinal na quinta-feira você senta e espera a sexta-feira chegar. No meu caso, esperando 2016 chegar.

Eu tinha uma meta de dormir antes das duas da manhã. Ops. Mas essa é a hora que começa a me dar sono, então tudo bem.

Curiosidade do dia: eu amo todas as músicas do Red e queria uma pessoa que gostasse de Taylor Swift e tocasse violão para cantar pra mim porque cada um tem a Taylor Swift que merece. True story. Ok, talvez menos Starlight porque nem lembro como é essa música. E quando saiu o 1989 confesso que ele não me conquistou de primeira e demorei a me acostumar com as músicas, mas aí hoje (ontem?) fui ouvir e música é coisa de momento, finalmente entrei no clima. Welcome To New York, Out Of The Woods, How You Get The Girl e Wonderland me conquistaram, apesar da terceira ter me conquistado da primeira vez. 

Esse deve ser o texto mais aleatório daqui.

22 novembro 2015

E se?

Ontem aconteceu uma coisa muito estranha. Mas voltemos a sexta-feira à noite para contextualizar.

Sexta-feira à noite eu estava usando o cartão do banco até que antes de dormir arrumei minha bolsa e guardei ele na carteira, em cima da bolsa coloquei o colar que eu ia usar com um anel, a intenção era ir ao cinema depois do trabalho e até aí tudo bem. Acordei cedo no sábado, daquele jeito, enrolei pra levantar até que enfim fui me arrumar, saí no horário, mas esqueci do colar e derrubei ele no tapete do quarto, e ali ficou até eu dar falta dele já no ponto de ônibus. Vida que segue.

O dia no trabalho foi o mais normal possível, quase até saí mais cedo e talvez se eu tivesse conseguido esses dez minutos a mais, eu teria ido ao cinema, mas saí às 16:00 como todo mundo, e o filme era às 16:15, daria tempo porque 1) era só descer as escadas; 2) não tinha fila na máquina de ingressos. Mas já chego lá. Quando peguei minha bolsa no armário e fui me trocar, enfiei o cartão que usei pra almoçar em qualquer lugar, me troquei e fui. Quando estava comprando o ingresso, cadê o cartão do banco? E não, não ando com dinheiro. Achei estranho, olhei na bolsa, nos bolsos, em toda carteira, e nada. "Esqueci em casa", pensei. Nisso eu não percebi que o cartão alimentação estava no lugar errado e na minha cabeça o espaço vazio da carteira era do cartão do banco. Fui pra casa meio chateada, mas pensando que talvez não era para eu ir no cinema naquele dia. Quando cheguei em casa, procurei em todos os cantos do quarto e nada, resolvi olhar de novo na carteira, vi que o cartão alimentação estava além de cabeça para baixo, no lugar errado e, quando resolvi arrumar, oh ali o cartão do banco! Eu já não iria mais no cinema naquele dia porque não ia fazer todo o caminho de volta (não valeria a pena gastar dois passes a mais por isso, prioridades), e fiquei pensando que a vida de vez em quando nos dá sinais.

Eu poderia ter reparado no cartão alimentação lá no shopping, eu poderia ter conferido de novo antes de entrar no ônibus, eu quase comprei um Milkshake, mas a fila estava muito grande, mas não fiz nada disso, simplesmente voltei para casa. "Pequenas coisas fazem grandes coisas acontecerem", o que será que teria acontecido se eu tivesse ido ao cinema naquele sábado, às 16:15 da tarde?

18 novembro 2015

tiny little adventurous

Quando eu era criança o que eu mais gostava de fazer era sentar na porta da sala e observar os pássaros. Os pássaros sempre foram seres incríveis para mim. E uma vez cogitei ser um pássaro. Pássaros são livres, pássaros voam. Dentro de nós, pacientemente esperando, há um pequeno pássaro aventureiro. Esperando que finalmente possamos abrir nossas asas sem medo e encarar nossos sonhos infantis como mais que apenas sonhos. Sonhar é grande demais para uma garotinha de oito anos. O que quero dizer é que, mesmo sem querer, a infância molda quem vamos ser como adultos e minha criança interior sente falta de apenas sentar e observar os pássaros. Se posso mandar um recado para a Eu de qualquer época, se tudo estiver complicado demais menina, sente na porta da sala, na varanda ou seja lá onde você está e observe os pássaros, eles lhe mostrarão o que está faltando. Pouco a pouco vou abrindo minhas asas e aprender a voar é um exercício maravilhoso, e depois que você aprende, ah, não tem mais volta.


Passei a acreditar firmemente que a moça não vai dar minhas férias mês que vem e já desisti de tentar, mas o avisado não sai caro. Ao mesmo tempo que estou super empolgada com a viagem pro Rio de Janeiro, tô super nervosa, com medo, desesperada, querendo fugir pra bem longe do aeroporto, cogitando passar sei lá quantas horas num ônibus de viagem. Mas aí eu lembro da viagem pra Montes Claros e da minha bexiga pequena, e deixo pra lá. Espero realmente não passar o Natal desse ano comendo mini pizza, miojo e assistindo TV.

Falando em Natal, esse ano a magia anda fraca por aqui, mesmo cercada de enfeites natalinos e pisca-piscas, e eu achei que não ia entrar no clima, até que assisti A Origem dos Guardiões. Não é bem um filme natalino, mas conta com a presença do Papai-Noel como um dos personagens principais. O filme nos conta a história da luta dos guardiões da infância contra Breu, o rei dos pesadelos. Com toda uma vibe Peter Pan, os guardiões só existem se as crianças acreditarem que eles existem. O filme gira em torno principalmente de Jack Frost, o mais novo guardião escolhido pelo Homem da Lua, que precisa se unir aos outros quatro para lutar contra os pesadelos.

Eu adorei como o filme conseguiu me fazer acreditar em um Jack Frost mesmo nunca tendo entrado em contato com a neve. Apesar da minha Fada do Dente morar em cima do telhado e nunca ter me deixado presentes, meu Coelho da Páscoa ser a minha avó e eu saber que o Papai-Noel não mora no Polo Norte, a mensagem que o filme deixa é linda, e me fez lembrar que mesmo que eu não tivesse essa fantasia na minha infância, eu posso ser a fantasia de alguém. É aquele sentimento bom que vem toda vez que leio a cartinha que adotei ano passado.


Falando em Natal de novo, entrei num clima faça você mesmo, mas não tenho o dom pro artesanato, na terceira bolinha de barbante, desisti. Eu pulo tanto de um assunto pra outro que você deve estar achando que vou pro Rio pro natal, não, eu vou é pra Ituiutaba mesmo, o Rio de Janeiro é outra história. Já tem um tempo venho querendo cultivar uma plantinha, comprei um Kindle e mal vejo a hora desse ano acabar. Às vezes tenho a sensação de que estou andando em círculos.

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16 novembro 2015

Odeio mol até hoje

De volta ao ano de 2010, segundo ano do colegial, não fossem os estudos orientados eu teria bombado em química e física, e disposta a passar naquela prova do capiroto eu apelei pra minha última solução, cantar. Não, eu não cantei na sala de aula. O que acontece é que eu nunca fui boa em exatas e não importava o que eu fizesse para tentar absorver aquela matéria, aquilo não entrava na minha cabeça, até que um certo episódio de Hannah Montana apareceu na minha frente e eu me perguntei: por que não?


Pra quem não sabe, nesse episódio a Miley precisa passar na prova de biologia ou ela não poderá viajar. Tudo o que eu queria era passar na prova de química pra terminar o ano mesmo. Sempre fui a aluna que nunca bombou e não seria dessa vez. Eu já estava desesperada e querendo desistir daquilo tudo, já estava convencida que não ia terminar o ensino médio e ia terminar vendendo minha arte na praia #dramas, e então resolvi escrever minha própria versão d'A Dança dos Ossos. E por que eu estou compartilhando isso aqui hoje? Porque eu estava folheando um caderno velho pra ver se posso me livrar dele e encontrei a letra da Dança do Mol. (Ela não se chama Dança do Mol, na verdade, eu não dei nome aos bois, mas chamaremos de Dança do Mol até segunda ordem.). Oh, a letra:

Dança do Mol

Toda essa matéria, aprender requer esforço,
Então vamos deixar de blá-blá-blá porque eu quero passar.

M em massa molar, g/mol tá no ar
6x10²³ , vamos contar mais uma vez
Volume molar é um barato
Ele é ocupado por 1 mol, de fato
S, L e G são variáveis de estado
Não deixe a massa molecular de lado
E as CNTP, não vão te deixar deprê
Elas valem 273k (é, é, é)
Na pressão de 1 atm

(Refrão)
Pra geral dos gases
PVT duas vezes
Gases perfeitos PV = nRT
Soluto e solvente é uma solução
Quando dilui abaixa a concentração
Basta prestar atenção!

Dançando e mexendo, vamos aprendendo
Estado-padrão é a condição de 1 bar de pressão
Endo é diferente, absorve, assim a gente aprende
E tem a que libera, é a exotérmica
Solução saturada é assim,
Ela apresenta a quantidade máxima de soluto pra mim


Agora se você está se perguntando se deu certo, bom, na teoria. Eu finalmente consegui gravar todas aquelas fórmulas, mas seria uma pena se eu não soubesse onde aplica-las. Ops. No fim da história mudei de escola, fiz a prova de outro professor e terminei o ensino médio normalmente. E a Dança do Mol ficou gravada para sempre em nossos corações na minha cabeça. Ou até eu me entreter com outras coisas e esquecer que um dia ela existiu e numa segunda-feira aleatória eu me encontrar com essa parte do meu passado.

Minha eu de 16 anos era criativa nesse nível.

13 novembro 2015

meu gato não dá azar


Hoje é sexta-feira e seria apenas mais uma sexta-feira se ela não fosse treze. E eu tenho um gato preto. Ou seja. O dia das bruxas e as sexta treze são os dias que mais me preocupam em relação à esse bichinho aí em em cima. Gatos de todas as cores já sofrem preconceito simplesmente por serem gatos, agora imagina o gato preto que segundo as crenças, dá azar? Como é que uma coisa fofinha dessa pode dar azar minha gente? Um gato que matou um passarinho nesses cinco anos de vida. A única coisa que ele faz da vida é comer, dormir e dar uns rolês.


E resolvi responder a tag Vida de Gateira pois sou o tipo de pessoa que surta por encontrar um anel de gatinho preto. Isso mesmo.

1) Quantos gatinhos você tem?
Um.
2) Qual nome dele (a)? Quais apelidos? 
Negretinho. Já é um apelido.
3) Qual a idade do seu gatinho? 
Cinco anos, isso dá 37 anos humanos.
4) Como ele (a) chegou até você? 
De uma cria na casa da minha tia.
5) Vocês tem fotos dele(a) bebê/antigas? 
Não :/
6) Como é a personalidade do seu gatinho(a)? 
Preguiçozzzzzz
7) Ele (a) gosta de brinquedinhos? Se sim, quais? 
Qualquer coisa é brinquedo pra ele, ele brincava mais quando era mais novo, mas até uma bolinha de papel ou nossas canelas são pura diversão.
8) Qual tipo de carinho que ele (a) mais gosta?
Debaixo do queixo!
9) O que ele mais gosta de comer? Qual marca de ração/molhinho você costuma dar?
Ração e Whiskas.
10) Como é a caixinha de areia do seu gatinho (a)? Você usa areia, sílica, receita alternativa?
Ele usa o quintal de casa, que é de terra.
11) Que recado você daria para as pessoas que não tem gatinhos, ou tem preconceito com gatos?
Não tenham preconceito com os gatos! E a melhor maneira de conhecer um gato, é tendo um. E cada um vai te tratar de uma forma diferente. Gatos são praticamente humanos fofinhos.


Fotos, fotos, fotos!





Para assistir: gato preto dá azar?

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12 novembro 2015

pensamentos de quinta-feira

Para começo de conversa eu acho sutiã uma coisa inútil, pelo menos para mim que tenho zero peitos. Aí um sutiã que resolve abrir sozinho no meio da rua pra mim é mais inútil ainda. Normalmente esse sutiã que abre sozinho é aquele que fecha atrás, ai a situação fica um pouco mais complicada porque não dá para arrumar o dito cujo por cima da roupa. Aí você tem andar segurando os peitos (que você não tem) para evitar que o sutiã resolva subir de vez e te deixe parcialmente nua. (Preciso citar que não ligo quando estou com uma roupa grossa ou escura, mas no dia em questão eu estava com meu uniforme que é ligeiramente transparente, então). Sutiãs em sua maioria são bonitos, mas nada funcionais. É aquela história do "não julgue um livro pela capa", sabe?

Eu não sei como começou, só sei que nada se compara à magia do Talento Vermelho Grande. Não sei se foi culpa do açúcar ou da avelã. Seja em momentos de fúria, felicidade ou necessidade de açúcar no sangue: eu vou comprar um talento vermelho grande.

Eu amo dias nublados, frio, vento e chuva. 


Alguns sinais de que estou ficando oficialmente velha:
» eu passei a gostar de organização;
» passo horas pesquisando sobre decoração;
» e fico imaginando meu apartamento/casa perfeita;
» eu percebi que cozinhar nem é tão chato assim;
» e que ficar sozinha em casa? é muito legal:


» na verdade eu faço pesquisas sobre tudo, desde viagens ao preço daquele eletrodoméstico - por mais que eu não vá comprar nenhum dos dois;
» eu sei com o que quero trabalhar pelo resto da vida, mas não sei como;
» virar a noite se tornou uma coisa questionável - dormir é tão bom:


» e por fim, eu descobri o significado da palavra nostalgia.


Em 2008 perguntaram se eu era emo. Posso dizer que ouvir NX Zero não faz de ninguém emo. Toda vez que ouço a palavra emo me lembro de Forfun. Na época eu nem sabia o que era um emo e pra ser sincera ainda não entendo qual é a do emo. Quem são? O que comem? Onde vivem? Eles ainda existem? Uso Converse desde sempre e desde 2008 sou apaixonada por essa franjinha lateral repicada. Não, eu não era emo. 

Eu quero muito ler Sakura Card Captors, mas o mangá está esgotado em todos os cantos. Achei a coleção completa no Mercado Livre, talvez eu compre. 

'grazadeus hoje já é quinta-feira.

10 novembro 2015

esse ano já pode acabar, obrigada

cansei de 2015.

ao mesmo tempo que os meses estão voando, os dias estão se arrastando. novembro, a quinta-feira do ano, mal chegou e eu já estou em crise. tenho férias pra pegar, uma viagem pra planejar, pode parecer que não mas estou surtando e o medo de viajar sozinha pro rio de janeiro tá gritando aqui do meu lado. quanto mais perto de dezembro vamos chegando, mais vou me lembrando que é um dos meses mais quentes do ano e minha pressão cai só de pensar. pensa só minha pressão caindo em terras cariocas.

acho que finalmente descobri o que quero fazer no meu quarto, acho que vou deixar pra março que meu salário já voltou ao normal. sim, estou contando com essas férias em dezembro. acontece que a mente vai ficando cansada e de uns tempos pra cá a única coisa que quero fazer é dormir o dia inteiro.

a ressaca literária que me atacou no natal passado voltou mais cedo esse ano, apesar que estou gostando de we are all completely beside ourselves. sim! terceiro livro em inglês do ano (apesar de que ainda não terminei harry potter and the philosopher's stone). e preciso continuar lendo o movie box, que tipo de diário de leitura acontece de três em três meses? o meu.

esse negócio que quero fazer no meu quarto é um canto para os meus livros e quero me livrar da minha mesa, simplesmente por que enjoei dela.

daqui a pouco é hora de montar a árvore de natal e toda vez que chego no shopping é algo como "já é natal! ☆*:.。. o(≧▽≦)o .。.:*☆ [...] já é natal... (◎_◎;)" já é natal e o que é que você fez? quando começarem a montar os enfeites lá no trabalho aí sim eu vou surtar de vez.

-tela azul-

09 novembro 2015

Precisamos falar sobre The Musketeers


Eu terminei de ler Os Três Mosqueteiros mês passado e eu mal havia terminado, ele já havia se tornado um de meus favoritos. É arrastado, Alexandre Dumas é o cara das descrições, mas eu amei essa história dos quatro cavalheiros e suas aventuras pela França e redondezas. Athos, Porthos e Aramis. No qual se estabelece que, apesar de seus nomes em os e is, os heróis da história que teremos a honra de contar aos nossos leitores nada têm de mitológicos. Ou talvez tenham. Os três mosqueteiros que na verdade são quatro enfrentam grandes inimigos durante toda sua história, mas claramente o maior de todos, é a maior. Milady de Winter. Ou qualquer um de seus outros nomes. Milady foi muito bem criada por Alexandre Dumas e tudo o que você quer é que ela perca logo a cabeça – literalmente. 

Intrigas, política, amores proibidos, é de tudo isso que se trata essa história, na qual você se vê apegado aos personagens e com medo de que algo os aconteça, mas logo você percebe que mosqueteiros não morrem facilmente. Queria poder dizer o mesmo dos outros personagens. E acho que o mais importante a se dizer, tem base histórica. Um romance de capa e espada como dizem, que foi adaptado, e me permito dizer que fielmente, para uma série de TV. Eu já sei o que acontece, mas cada minuto vale a pena. Claro, posso ter imaginado alguns personagens um tanto diferentes, como um cardeal gordo, uma Milady loira e um Porthos galante, mas nesse último lembre que Aramis era o nosso amante o tempo todo. As batalhas e tramoias fazem jus à escrita de Dumas, temos ação em todos os episódios e não se assuste com os 45 minutos de duração. Não poderia ser menor que isso. Já terminei o livro querendo reler, e agora que estou assistindo à série, quero mais ainda.

Estamos falando de um romance de época, o visual não poderia ser mais do que incrível, mas pode ser que você não consiga aproveita-lo muito bem devido às batalhas. Eu provavelmente assisti alguma adaptação, mas acho que nenhum filme de três horas daria conta dessas 788 páginas fielmente. Acontece muita coisa com os mosqueteiros e fico feliz em acompanha-los agora nessa série. E é bom e ruim saber como tudo termina. E, por favor, que eles não mudem o final de nenhum personagem. De um deles eu até ficaria feliz, mas sejamos realistas. A série está rodando, espero que a terceira temporada saia logo, e se você ainda não entendeu, eu indico os dois: seriado e livro.

04 novembro 2015

73 dias

Alerta de spoiler.


73 dias. Esse foi o tempo que passei assistindo How I Met Your Mother. Pode ser contado em dez semanas, ou dois meses, fato é que minha vida parou por causa desse série, mas valeu cada momento. Muita gente não gosta do final, mas acho que apesar de querer mudar algumas coisas, como já foi dito, essa série nunca foi sobre o destino, e sim sobre a jornada. Ted e Robin nasceram para ficar juntos, só não era a hora certa. Tudo pode ter sido um pretexto para que Ted conseguisse os filhos que tanto desejava, mas estava lá desde o começo. Os dois precisavam amadurecer antes de ficarem juntos.

Aprendi tanto nas últimas semanas que fica até difícil contar. Esse não é um texto de despedida, apesar de não saber o que falar. Assisti à série semanalmente, vários episódios por final de semana, e terminei antes de perceber. Mesmo sem a última temporada no Netflix. How I Met Your Mother me trouxe momentos que quero levar para a vida inteira, e assim como os personagens, acredito em sinais do universo, e o universo colocou esse seriado na minha vida na hora certa. Eu sou um pouco Ted, eu sou um pouco Robin, eu sou um pouco Lily, eu sou um pouco de cada um. Nunca uma série de TV me fez questionar tantas coisas, e eu nunca terminei nenhuma série. Até ontem.

Nós demoramos a conhecer a mãe, Ted definitivamente não serve para contar histórias e não sabe o que é ser sucinto, mas repito, valeu cada momento. Nove anos, nove temporadas, cinco personagens incríveis. Cada pequeno detalhe dessa história acaba fazendo sentido no final, e mesmo que eu queira mudar alguma coisinha, no fundo, eu não mudaria nada. Não é como se a série fosse perfeita, mas quem disse que quero a perfeição? A vida também não é perfeita e estamos aqui do mesmo jeito. Eu aprendi mais lições do que consigo contar com esse seriado, e eu sei que falta coerência nesse texto, mas ele não foi escrito de uma vez só, foi escrito durante toda uma temporada, a última. E fiquei um pouco nostálgica. Eu não queria que How I Met Your Mother tivesse chegado ao fim, queria continuar acompanhando a vida desses cinco personagens, dessas cinco pessoas, desses cinco amigos. Foi esse sentimento que a série me passou durante as nove temporadas, que Marshall, Lily, Robin, Ted e Barney eram meus amigos. Foi aquela sensação de sentar na varanda e saber como foi o seu dia. Já gostei de muitas séries, mas nunca amei nenhuma. Agora eu amo.

Quantos textos eu já escrevi depois de uma maratona, quantas vezes parei para me questionar e não consegui assistir mais nenhum episódio naquele dia, quantas noites eu quase virei com essa série. Não chorei no final, mas ficou aquele sentimento de vazio, e durante a série eu chorei, eu ri, e peguei manias. How I Met Your Mother. Com How I Met Your Mother eu aprendi que não dá para planejar a vida como um prédio, você precisa viver e ela se projetará sozinha. Que tudo bem cometer erros. Que certas coisas precisam chegar ao fim para que coisas melhores tomem seu lugar. Que é preciso dar adeus às coisas ruins. Aos momentos que se sentiu perdido. Aos momentos que houve um não, ao invés de um sim. Aos arranhados e machucados. A toda mágoa. Que tudo bem acreditar no universo e que tudo bem também não acreditar, o que não se pode é perder a esperança de que coisas boas acontecem. Que nem toda noite - ou dia - precisa ser legendário. Que é preciso se arriscar de vez em quando. Bros before hoes. Que não vale a pena se apegar ao passado, você tem que deixa-lo ir. E acho que talvez o ensinamento mais importante, que há várias pequenas coisas que fazem as grandes coisas acontecerem.

31 outubro 2015

Outubro

Tá difícil, mas eu tento.


Acho que comecei esse resumo do mês umas cinco vezes. Outubro. Esse mês eu li um total de zero livros e assisti três filmes em um final de semana. Estou passando delineador como passava lápis de olho em 2012. Continuei assistindo HIMYM desesperadamente, do tipo, estou tão obcecada por essa série que quero terminar logo para depois me lamentar que assisti rápido demais - S07E20. Esse mês a vida resolveu parar de me dar sinais sutis e acender uma placa luminosa logo de uma vez, bem no meio da minha cara.

Parece que desde agosto 2015 resolveu levantar as asas e voar, pisquei e já entramos em novembro e como assim já estão montando a árvore de natal no shopping? Fato é, já estou cansada desse ano e cheguei no momento sala de espera da vida, onde mexi uns pauzinhos e agora tenho que esperar pra ver no que vai dar. Além de ter de tomar decisões e todo mundo sabe que não sou a pessoa mais ideal na hora de decidir as coisas. Pelo menos não estou sofrendo por antecipação. Uma coisa que eu não esperava aconteceu, e era uma coisa que eu nem lembrava até que vi que fazia algum sentido e enfim, não estou falando coisa com coisa.

Outubro resolveu trazer a chuva para regar o que plantamos em setembro e não quero estragar esse momento carregando o guarda-chuva já que toda vez que eu resolvo coloca-lo na mochila, para de chover. Completei minha coleção de Sailor Moon, estou muito brava com o Rick Riordan e simplesmente entrei em um hiatus ao se tratar de fotografia, e isso me preocupa. Tentei fazer umas fotos temáticas para o dia das bruxas, mas não rolou. Já enjoei do meu mural, preciso urgentemente de um canto para os meus livros e de um Kindle. Acredite ou não, comecei a fazer pilates.

Toda vez que vou escrever esses resumos e vejo o balanço do ano, parece que não fiz nada, mas olha só pra isso tudo, é que agosto me deixou com uma impressão de muita coisa acontecendo ao mesmo tempo e os outros meses simplesmente seguiram constantes, sem grandes emoções. Às vezes eu queria que a vida fosse um eterno agosto de 2015, mas sei que não é assim que a banda toca, e tudo bem. Esse mês também trabalhei em um novo layout aqui para o blog, mas pretendo mudar só lá pro ano que vem, afinal eu só estou com esse daqui desde setembro. E finalmente resolvi fazer algumas coisas que precisavam ser feitas.


De música, eu comecei a ouvir System Of A Down, eletrônico e teve post sobre o CD novo da Selena Gomez. Além de uma reflexão sobre o tempo e uma playlist com umas músicas pra lá dos anos 2000. Eu escrevi bastante esse mês quebrando a maldição do mês de outubro - eu nunca consigo escrever muito em outubro. E não é que tiveram vários links esse mês? Tem de Spirit Day (você sabe o que é isso?) à gatos. usando. chapeuzinhos.

» qual o seu legado?
» 20 lessons we learned from how I met your mother
» sobre "ter que"
» Spirit Day
» por que você não deixa sua barba crescer?
» sobre consumo, fast fashion e armário cápsula
» dois anos e um papo sobre blogs
» reflexões leoninas
» gatos usando chapeuzinhos
» vamos fazer um escândalo {vídeo}
» você tem um amigo pra caralho?

E além disso, mas não menos importante, o dollmaker da Suelen!


Sempre me surpreendo com o final do resumo do mês já que sempre começo sem saber o que dizer e termino com um textão. E o seu outubro, te trouxe doces ou travessuras?

28 outubro 2015

Dos livrinhos de outubro

Quer dizer, quase. 

Fato é, o único livro que eu terminei esse mês foi Os Três Mosqueteiros, o qual eu estava lendo desde fevereiro do ano passado mais ou menos. Aliás, amei esse livro e na época escrevi sobre ele aqui, e talvez eu faça outro texto sobre ou sei lá. Mas acontece que eu terminei do dia 07 e desde então não consegui terminar mais nada e deixei várias leituras em andamento nesse mês de outubro que, veja só, já acabou:

A Marca de Atena, Rick Riordan: saudades Percy Jackson e os Olimpianos. Rick Riordan mandou bem na primeira série do Percy, mas nessa segunda, não está sendo fácil. Primeiro que eu descubro as coisas antes mesmo delas acontecerem. Segundo, acho que eu deduzi o desfecho dos próximos três livros: profecia da Annabeth, Nico e Hazel, todos lutam contra o mal, fim. Isso me desanimou totalmente, principalmente porque eu já comprei o último livro. Os livros de Os Heróis do Olimpo são arrastados e nada acontece, você não fica empolgado querendo saber a continuação. Eu faço parte do time que não se importa com o que acontece e sim com o como, mas nem quero mais saber como aconteceu por motivos de não ser obrigada. Não está sendo fácil.


Deuses Americanos, Neil Gaiman: li trinta páginas e cansei. Não que eu não estivesse gostando, na verdade eu estou muito curiosa para saber o que é que está acontecendo e quem é aquele cara, mas no momento não estou no clima, ultimamente, não estou conseguindo ler no ônibus, que é onde eu mais lia, e se você me acompanha sabe que meu fins de semana andam meio cheios de Netflix, ops.

As Vinhas da Ira, John Steinbeck: quando vi esse livro disponível no Kindle Unlimited não pensei duas vezes antes de baixar, mas infelizmente foi outro livro que comecei, achei ok, mas não consegui ir adiante. Aconteceu a mesma coisa que aconteceu acima, trinta páginas e deixei pra lá. Novamente a história até me conquistou, mas quando sento para ler até uma formiguinha na janela se torna mais interessante. 

As Crônicas de Gelo e Fogo: A Guerra dos Tronos, George Martin: esse daqui eu me dou um desconto porque deus que livro gigante. Eu estou lendo em eBook e é assustador passar duas mil páginas e continuar nos 2%. Já estou na página 60, o que é uma vitória e não tenho a pretensão de terminar tão cedo.


Treblinka, Jean François Steiner: estou lendo esse livro há mais tempo do que quero admitir. Eu comecei a ler na mesma época que o filme d'A Menina que Roubava Livros foi lançado, então faça as contas. Temática do meu interesse, porém não consigo ler rápido quando lembro que aquilo é não-ficção.

As Crônicas de Nárnia: O Cavalo e seu menino, C. S. Lewis: eu achei que ia amar Nárnia, e realmente amei o primeiro livro, o segundo nem tanto, mas ele é ok, mas o terceiro livro? Quero dormir em cima dele. Eu sempre visto minha capinha de criança etcetc, mas por enquanto é o livro mais chato da saga. Não, apenas não.

Harry Potter and the Philosopher's Stone, J. K. Rowling: acho que não preciso comentar, né? Depois que li O Pequeno Príncipe em inglês me empolguei e baixei pro Kindle a Pedra Filosofal, estaria ok e já teria terminado não fossem as falas do Hagrid, eu tenho que ler umas três vezes para entender do que é que ele está falando:

'Ah, go boil yer heads, both of yeh,' said Hagrig. 'Harry —yer a wizard.'
Gringotts is the safest place in the world fer anything yeh want ter keep safe —'cept maybe Hogwarts.

Deveria ter ouvido o coleguinha que disse que ler Harry Potter em inglês não é tão fácil assim, mas vou levando.


A Lâmina da Assassina, Sarah J. Mass: amei Trono de Vidro, queria ter pulado direto para A Coroa da Meia-Noite, fui ler A Lâmina da Assassina, e não poderia ter ficado mais entediada. Eu amei o primeiro livro da série, todo o mistério, a magia, tudo!, eu falei dele aqui, e simplesmente não consigo gostar desses contos que vieram antes da Celaena ser presa, como assim, você pode me perguntar, não faço a mínima ideia, eu te respondo. Talvez eu deixe esses contos pra lá e tente ler o segundo livro, mas desanimei totalmente da história e não quero estragar o que o primeiro livro me trouxe, me ajuda José.


E foi isso que eu tentei ler em outubro. Mas só de ter terminado Os Três Mosqueteiros já foi uma vitória!

25 outubro 2015

Das coisas que não voltam mais

Garfos emprestados para um colega de trabalho, a flexibilidade de quando você tinha 14 anos e livros que você realmente não queria na sua coleção. 

O tempo. Os momentos. Principalmente o tempo, não ainda. Os garfos vêm e vão. Você pode comprar outros. E quanto menos garfos, menos sujeira pra lavar. A flexibilidade talvez você consiga ela de volta com um pouco de alongamento, dos pulmões não posso dizer o mesmo. Os livros, você nem queria eles mesmo. Certo, você queria um deles, mas você pode substituí-lo de qualquer forma. Os momentos sempre retornam à mente de tempos em tempos, mas o tempo propriamente dito, ele ainda não volta. E talvez não devesse voltar. O tempo traz consigo ótimos momentos, momentos horríveis também, e momentos nhé, se é que você me entende, mas esses momentos permanecem, e alguns se repetem. O cabelo volta a ser grande, o sorriso volta ao rosto, as lágrimas voltam a secar, a música volta a tocar, e você volta a cantar, mas o tempo nunca vai voltar. 

Estamos cercados de garfos, dores musculares e livros, e também de tempo e momentos, por isso devemos aproveita-los ao máximo, principalmente o tempo que temos pois sabe-se lá se o teremos amanhã.

Uma palavrinha sobre o tempo, e o tempo que perdemos, e as coisas que se perdem com o tempo. Tudo se perde com o tempo e isso é reconfortante e ao mesmo tempo assustador. Por que estou falando do tempo? Não faço a mínima ideia. Aí outra coisa que o tempo levou, os acentos. Alguns deles. Mas os assentos continuam aqui e podemos usa-los a qualquer momento, seja para ver o tempo passar, ou não. Só para descansar as pernas e aproveitar... 

o tempo.



As músicas que você ouvia quando era adolescente, não voltam mais, mas não importa quantos anos você tenha hoje, você ainda sente as mesmas coisas que sentiu quando escutou elas pela primeira vez. Velhos amores não voltam, e o tempo leva todas, ou quase todas, as mágoas. Mesmo que você cante aos pulmões sobre as sete coisas que você odeia sobre ele. E a música continua fazendo sentido tantos anos depois, pois os momentos ficaram. A chance que você perdeu, o tempo levou, mas o tempo voltará com outras chances. O tempo traz novas músicas, novos passos de dança e novos momentos. Mas mesmo assim, algumas músicas nunca saem dos seus fones e você continua colocando elas no repeat mesmo depois de todos esses anos. Mesmo que de vez em quando elas soem estranhas aos seus ouvidos.

23 outubro 2015

todo pokémon evolui

Em mais uma dessas reflexões durante o banho eu me peguei pensando nos últimos dois anos e q u a n t a coisa mudou.

Há dois anos e pouco eu estava entrando na empresa que eu trabalho atualmente, saída das fraldas com meus 18 anos e eu não poderia imaginar a pessoa que me tornaria dois anos depois, nem a que estou para me tornar daqui alguns anos - que eu espero que seja em breve. Bem breve. E associei isso a Pokémon, para ser mais exata ao Charizard que foi o primeiro que veio a minha cabeça depois do Pikachu.

-há dois anos eu era o Charmander e o Squirtle era a vida (de vez em quando isso ainda acontece)-

Há dois anos eu era Charmander com meu cabelo quase na cintura, franja na cara, algumas espinhas, emo-gótica-suave. Certos esqueletos ainda me deixavam confusa e apenas os ignorava. Outros esqueletos ainda me atacavam com vontade naquela época e eu não poderia estar pior - psicologicamente falando. Conheci um bocado de pessoas que eu não faço ideia de onde foram parar. Naquela época o que eu queria era arrumar um  emprego e entrar na faculdade. Só. Nem sabia que curso eu queria, mas queria entrar na faculdade. Fases. Quase um ano se passou meu projeto acabou e nessa eu já estava em processo de evolução, mas nem tanto. Eu estava perdendo pessoas e isso me deixou abalada porque sempre me prendo demais ao chão, e quando seu chão é alguém meu amigo, mais cedo ou mais tarde ele vai ruir. E ruiu. Fui transferida. Vi que apesar do meu chão ter ruído, ele meio que evoluiu comigo e virou uma espécie de cama elástica onde eu podia cair sem me machucar. E virei Charmeleon. 

-hoje eu sou o Charmeleon e o Ash é a vida-

Apesar de odiar o local, a situação e as circunstâncias, as pessoas eram incríveis e encarei vários esqueletos adormecidos. Passei por mudanças radicais - e ainda estou passando e mal vejo a hora de virar Charizard, mas cada coisa a seu tempo. Estou na fase Charmeleon e estou muito feliz, apesar de os próximos passos me deixarem ansiosa, mas é uma ansiedade boa. Cortei o cabelo, pintei o cabelo, soltei o cabelo e o cabelo é só um reflexo de todas as mudanças que passei internamente nesses dois anos. Nunca cresci tanto e tão rápido. É até meio assustador. É impossível lembrar de tudo agora e é quase impossível eu ter percebido todas as mudanças, principalmente as sutis, mas essas foram as mais importantes. As pessoas não mais meu chão, minha terra firme - eu sou minha própria base e não dependo de ninguém para me manter em pé. Nem preciso que me segurem. Eu estou pisando em terra firme depois de muito tempo navegando em círculos e apesar de adorar as viagens chegou a hora de ancorar. A fase Charizard me deixa empolgada e pela primeira vez não sinto (tanto) medo da mudança.

— Charizard, eu escolho você!