29 abril 2015

Ele gira quando cada um trata do que é da sua conta

OMG! Eu odeio ser uma garota
Por que não eu? Eu digo porque. Te dou algumas opções. Ele é "popular", você é uma nerd. Ele é mais velho que você, você aparenta ter 13. Ele é "desejado" por metade do colegial, você é uma vara seca tímida que não sabe mostrar sua feminilidade. Já deu de exemplos? Ok. Um cara como esse nunca olharia pra você. Você acha que alguém que você "gosta" bateria na tua porta pedindo açúcar? Não. Isso é coisa de filme. Depois que ele já está no terceiro colegial, é o último ano - pelo menos o dele é - e não faz diferença alguma. Você tem mais um ano inteiro pela frente e ele - provavelmente - vai para a faculdade. Se eu pudesse voltar no tempo e refazer, eu faria tudo diferente, mas como essa máquina não existe, vou continuar dizendo "Uau!" E seguir em frente. Essa é a vida querendo ou não. Até agora o colegial é horrível!

Como eu era cruel! Não digo com os outros, mas comigo mesma. Por que adolescentes são tão... Cruéis? Ora, claro que ele poderia sim olhar pra mim! Claro que ele poderia sim olhar e inclusive se interessar por mim! Ele e qualquer outra pessoa! Vara seca tímida que não demonstra sua feminilidade? Guria te mete antes que eu te dê uns tapas! Ok, não serei cruel como você foi. Você estava no auge dos seus 16 anos, vou dar um desconto. Mas não seja tão má! Você sempre foi uma ótima pessoa com todo mundo, mas só agora eu percebo que você foi horrível consigo mesma só por não se enquadrar. Se eu pudesse voltar no tempo eu te daria o abraço mais forte da sua vida e te daria um único conselho: ame-se! Ele não olha pra você porque você não olha pra você! Você vai aprender que depois que a gente começa a se amar, os amores aparecem naturalmente. Parece clichê - e é - mas é a realidade. Não espere alguém te amar sem amar a si mesmo antes. Ame-se e ame sua vida que o resto vem de brinde na caixinha. Agora deixa de ser tão dura contigo e vai viver mocinha. E não odeie ser uma garota.


Certo. Depois desse desabafo/carta, algumas coisas precisam ser colocadas na mesa. Existem algumas verdades a serem ditas. E sim, isso aqui é mais um desabafo. Até quando as meninas vão ficar ouvindo que elas precisam ser assim ou assado para serem felizes? Que elas precisam do corpo, da maquiagem, do homem? Vou ser redundante na internet e repetir o que você provavelmente já leu centenas de vezes por aí: pare. Apenas pare. Pare agora! Pare de ditar o que é melhor ou pior na vida de uma pessoa. Pare de querer mandar nas escolhas das outras pessoas. Pare de querer ser superior. Apenas pare! Ninguém merece passar a vida vendo/lendo que seu cabelo é errado, seu corpo é errado, que você é toda errada. Não existe certo ou errado! A beleza é subjetiva. Pare de olhar para as pessoas a sua volta com o dedo do julgamento. É por causa de pessoas assim que os adolescentes - e principalmente as meninas, se odeiam! Uma leitora comentou nesse post que "se ninguém falasse nada a gente nem ia se preocupar". Que tal nós sermos essas pessoas? Aquelas que não estão nem aí para a vida alheia. Pratico desse exercício e posso dizer que ele é dos bons. E é uma via de mão dupla. Uma vez li por aí que a gente precisa ligar o foda-se. Você não julga. Você não se importa. Todos vivemos pacificamente em sociedade.

As Aventuras de Alice no País das Maravilhas

Se aos 16 eu odiava ser uma garota, meus 21 anos estão sendo encaminhados e nunca me senti tão feliz por ser mulher. Ser mulher é maravilhoso! Eu me coloquei tão abaixo dos outros na adolescência que hoje eu poderia ter vergonha, mas não tenho. Eu, você, nós não temos culpa se passamos por uma lavagem cerebral quando jovens, o mais importante é sair dessa bolha em algum momento da sua vida. Antes tarde do que mais tarde, não é mesmo? Tudo o que somos nessa vida são rótulos, acho isso totalmente desnecessário, mas fazer o que? Sou mulher e sou feliz assim. E de novo, não odeie ser uma garota. 

Tumblr

Uma palavrinha sobre não se meter na vida dos outros:

27 abril 2015

Estou sem computador, e agora?


Nós somos muito ligados à tecnologia hoje em dia e acho que ninguém é imune a passar horas na frente de um computador. Eu não sou e percebi o quanto sou dependente quando meu notebook queimou e o PC foi para a formatação: o que eu vou fazer enquanto estiver sem ter o que fazer? Foi aí que eu percebi que eu tinha MUITA coisa para fazer.

Destralhar cadernos antigos

Você viu nesse post que eu ainda tinha vários cadernos do colegial e que minha meta de vida era acabar com eles. O que eu demoraria dias para fazer, terminei em um fim de semana.

Organizar o guarda-roupa



Meu guarda-roupa nem é tão bagunçado assim, mas esse era o cantinho que eu menos dava bola, agora ele está muito melhor aproveitado. Joguei fora o que já estava fora do prazo de validade e reorganizei o que na verdade estava jogado por lá. 

Ler

Tirei dias pra ler mangás antes de dormir e dei uma avançada boa nos livros não lidos. Sailor Moon te punirá em nome da Lua!


Depois desse hiatos sem computador posso não ter atualizado o blog #triste mas aprendi a usar melhor meu tempo. Eu não preciso ficar conectada 7/24. Foi ruim ficar sem computador, meu notebook ainda não ficou pronto, mas seguimos com a vida mesmo assim. Vou ter que editar um monte posts que estão com fotos via Instagram, mas o mais importante foi perceber que as vezes é preciso desconectar.

24 abril 2015

Poliane-se


Você já ouviu falar em Pollyanna? Pollyanna é um livro, mas poderia muito bem ser uma garotinha de verdade. Ela tem 11 anos e está sempre contente. "Mas é fácil ser contente aos 11 anos!" Talvez não. Pollyanna já era órfã de mãe e aos 11 anos perdeu o pai, foi morar com uma tia ranzinza, onde não podia deixar o talher cair ou bater portas, nem por acidente. "Ludimila, onde você quer chegar com isso?", calma, já explico. É tudo um jogo.

"– Oh, o jogo é encontrar em tudo qualquer coisa para ficar alegre, seja lá o que for, explicou Pollyanna com toda a seriedade."  

Poliane-se hoje. Faça de Pollyanna um verbo. Seja Pollyanna.

Desde que descobri esse tal jogo tento aplica-lo na minha vida. Claro que nem sempre da certo. Mas dos 12 anos pra cá, percebi o quanto esse livro me influenciou e ainda influencia de uma forma inexplicável. Eu perdi as contas de quantas vezes eu já reli Pollyanna. Ao encontrar um motivo, qualquer que seja, para ficar contente, você consegue transformar um dia inteiro. E você fica mais leve.

Nunca joguei tanto o jogo do contente como nos últimos dias que fiquei sem computador. Posso ter perdido os três primeiros capítulos do meu livro? Meu banco de ideias no Evernote está intacto, tenho trechos em cadernos e de qualquer forma eu já queria reescrever. Posso ter perdido os módulos do curso que eu queria refazer? Não verifiquei se ainda tenho acesso ao site e de qualquer forma a internet tá cheia de exercício fotográfico, é só procurar. Posso ter perdido todas as fotos que tirei até hoje? Minhas favoritas estão no Flickr e botânica é o que não falta por aí. Da para refazer, e ainda melhor. Perdi todos os arquivos do workshop que participei? Posso falar com o professor, explicar a situação e perguntar se ele tem o conteúdo para me repassar. E de qualquer forma, as melhores do dia estão no Flickr (Flickr eu te amo)!

E não joguei apenas com o notebook pifado, apliquei em outras áreas da vida também. Cansada do emprego? É só lembrar que é passageiro e que ele não passa de uma ponte. Depois que você passa muito tempo jogando, o Jogo do Contente se torna uma coisa natural para você. Você nem percebe que está jogando. É mágico!

Se você não conhece Pollyanna, já está na hora de conhecer. Não comecei a ler livros com Harry Potter, comecei com Pollyanna e fico muito feliz por isso, porque talvez de outra forma o jogo do contente nunca teria entrado na minha vida. Com doze anos eu ainda não sabia jogar, confesso que durante a adolescência joguei menos do que quero assumir, mas hoje eu realmente percebo a mudança que Pollyanna fez na minha vida e eu fico contente por ter lido e relido essa história em diferentes momentos da minha vida. Eu não tenho grandes memórias da minha vida antes de Pollyanna e fico contente por essa garotinha ser a introdução. 

Poliane-se hoje, eu tenho certeza que isso vai te fazer bem.

17 abril 2015

Quem é você quando ninguém está olhando?


Eu sou a pessoa que dança no meio da cozinha de madrugada de pijama comendo bolo. Eu sou a pessoa que fala sozinha em outras línguas. Eu sou a pessoa que faz caretas de pra qualquer coisa que reflete: espelhos vidros ou a câmera frontal. Eu sou a pessoa que não sabe cozinhar nada mas se arriscar à comidas exóticas de outros países. Eu sou pessoa que corta o cabelo sozinha e quer que ele não fique torto mesmo assim. Eu sou a pessoa que se apaixona fácil e não nega, mas que não se entrega até o último segundo por medo de se machucar. Eu sou a pessoa que vive de miojo e pizza congelada quando os pais não estão em casa e aquela que dorme as 3 horas da manhã porque ficou lendo ou nem dorme. Sou aquela pessoa que prefere um dia no meio do mato sem Wi-Fi do que dois cercada de gente em uma festa. Sou aquela pessoa que você quase nunca vê e quando vê ou está enfiada em algum livro ou viajando por aí dentro da mente mas com o olhar perdido porque a alma sempre sabe onde vai mas o corpo nem sempre pode acompanhar suas aventuras. Sou aquela pessoa. Prazer. 

15 abril 2015

De onde vem tanta inspiração?


Ao ler livros como Harry Potter ou As Crônicas de Nárnia me pergunto de onde os autores tiraram tanta inspiração. "Escreva sobre o que você conhece." dizem. Também dizem que a escrita é 10% inspiração e 90% transpiração, principalmente se estiver calor e você estiver em uma poltrona de couro. Brincadeiras à parte, acho que entendi o que querem dizer com isso: exercite seu cérebro, faça-o transpirar criatividade e escreva! O máximo que conseguir. Depois você revisa.

Eu amo escrever, acho que desde sempre. Minhas aulas favoritas na escola eram português, literatura, inglês, artes, história e um pouquinho de geografia. Sempre que as professoras passavam redação, eu ficava super animada para fazer. Lembro inclusive de uma aula no fundamental em que a professora pediu que escrevêssemos não lembro se era uma frase ou texto de no máximo algumas linhas, e ela leu minha frase para turma. Ok que era apenas uma frase, mas fiquei orgulhosa. Desde então, amo me expressar através de linhas. Daí me veio essa pergunta: de onde vem tanta inspiração? É um daqueles memes "senta aqui, vamos conversar". Talvez esse talento todo passe pra mim por osmose. Então, decidi fazer algumas pesquisas para saber mais dos autores. J.K. Rowling, Philip Pullman, J. R. R. Tolkien e C. S. Lewis em especial, que escreveram histórias que eu amo. O que esses autores tem em comum? Fantasia. Meu gênero favorito.

J.K. Rowling 
Vestir-se de bruxos e bruxas, poções de brincadeira e contar histórias eram somente algumas das brincadeiras que Rowling fazia quando criança com Ian Potter e sua irmã mais nova, Vikki. O Sr. Potter admitiu que era um garoto travesso que adorava pregar peças. “As garotas, incluindo Joanne, costumavam se vestir de bruxas o tempo todo,” disse o Sr. Potter, 35 anos, um encanador, que vive em Yate, perto de Bristol. “E os garotos, obviamente, seriam bruxos. Eu fazia truques, especialmente na minha juventude. Eu costumava fazer minha irmã e Joanne irem lá dentro por mim para perguntar aos meus pais se eu poderia ficar lá fora até um pouco mais tarde.” Danielle Demetriou, “Harry Potter e a fonte de inspiração,” The Daily Telegraph (Londres), 1º de Julho de 2000 

É impossí­vel falar com Rowling sobre a sua infância sem falar também sobre Harry Potter e a sua vida na Escola Hogwarts de Feitiçaria e Magia. Parte disto é porque ela esquadrinhou partes do seu passado e deu a Harry e seus amigos, Hermione e Ron. Ann Treneman, “JK Rowling, A Entrevista”, The Times (UK), 30 de junho de 2000.


Philip Pullman
Tudo começou nos últimos 15 minutos de uma tarde úmida de uma sexta-feira em uma classe em Oxford. Sua inspiração veio de uma ida a uma loja na Covent Garden. "Eu queria fantasias, eu queria cores e espetáculo. Minha busca por todo esse material de teatro, todas essas coisinhas adoráveis que você pode obter do Pollocks [no contexto, museu]. Eu os descobri já adulto e me apaixonei por eles." Algumas de suas peças de escola se tornaram livros: "Clockwork", "Count Karlstein" e "The Firework-Maker's Daughter". Nos livros Pullman dramatiza essa mudança da inocência para a experiência através dos dimons. Todos tem um dimon ou espírito animal: quando você é jovem, o dimon muda de forma livremente, quando você se torna adulto, seu dimon fica em uma forma constante. Pullman teve a ideia através das pinturas de Leonardo da Vinci ("The Lady with the Ermine"), Holbein ("The Lady and the Squirrel") e Tiepolo ("Young Woman with a Macaw"), onde parece haver uma ligação psicológica entre a pessoa e a criatura. "Eu estava pensando sobre a questão principal, que era a inocência e a experiência, e a transição que acontece na adolescência, por um longo tempo. Eu ensinei crianças da mesma idade de Lyra, crianças que estavam passando por essa mudança física, intelectual e emocional em suas vidas. A grande mudança pela qual vamos passar de verdade." From INTELLIGENT LIFE magazine, December 2007

Eu traduzi essa parte da entrevista, então qualquer erro por favor me avise. Leia o original aqui

J. R. R. Tolkien
Tudo começou com idiomas. Fiquei internado durante a Primeira Guerra Mundial [ou, dada a sua idade, possivelmente a “Grande Guerra” JH] e passei o meu tempo lendo o Kalevala. E então eu tive a idaia de tentar fazer tudo, veja você, escrever o meu próprio conto de fadas. Mas teria uma atmosfera diferente,um sentimento completamente diferente daquele fornecido pelos nomes finlandeses. Com a ajuda de uma língua que eu mesmo fiz, eu inventei novos nomes individuais. Escrever contos de fadas e inventar linguagens foram dois passatempos favoritos da minha infância. Os nomes me deram ideias e visões. E tenho continuado desde então. É assim que eu trabalho“ Lars Gustafsson, "Den besynnerlige Professor Tolkien", 1961
C. S. Lewis 
“Tudo começou com uma imagem de um fauno carregando um guarda-chuva e pacotes em um bosque nevado. A imagem surgiu em minha mente desde que eu tinha uns 16 anos. Então um dia, quando eu tinha uns 40, eu disse para mim mesmo: ‘Vamos tentar fazer uma história sobre isso”. A série As Crônicas de Nárnia, com seus sete livros, foi escrita entre 1948 e 1954, quando C. S. Lewis já tinha mais de 50 anos. Porém, animais falantes, faunos e feiticeiras já caminhavam pela mente de C. S. Lewis desde a sua juventude.
Os livros prediletos de sua infância, que influenciaram bastante em seus escritos de ficção, foram os animais falantes de Beatrix Potter (Peter Rabbit) e E. Nesbit (A história dos caçadores de tesouro); a rainha má de Hans Christian Anderson (A Pequena Sereia); e as criaturas magníficas das mitologias grega e nórdica. Depois de adulto, Lewis uniu esses modelos literários à elementos da literatura bíblico-cristã, que lhe deram características próprias na sua forma de escrever. Trecho do Livro "Manual da Viagem do Peregrino da Alvorada"

Se não bastasse a pesquisa para chegar até aqui, entrei em contato com a escritora brasileira Renata Ventura, autora de A Arma Escarlate e A Comissão Chapeleira, e perguntei qual é sua inspiração na hora de escrever, e ela resumiu em poucas palavras o que eu mesma já vinha pensando comigo: 
Eu tiro minha inspiração de tudo que eu leio e assisto! Tudo me dá ideias.


E você, escreve? De onde vem sua inspiração?

13 abril 2015

O quarto que eu sempre quis: a introdução


Nesse mês de abril estou focando em me organizar melhor em relação ao blog e criar uma rotina de "trabalho" seguindo um planner lindo que baixei graças a uma indicação mais linda ainda e até agora estamos bem. Antes de mais nada, em trabalho leia "o tempo e esforço que demando ao deixar o bloguinho lindo e atualizado". Tudo em que eu coloco amor, eu chamo de trabalho. 

Pensando nisso decidi participar do desafio de organização do Vida Organizada desse mês de abril, que era organizar seu espaço de trabalho. Os desafios mensais infelizmente não existem mais, porém a Thais me inspirou a me desafiar a destralhar meu quarto a partir de agora! Como ela mesma disse, tudo que ela posta no blog, é um desafio. Enfim, foco que esse texto tá confuso, haha. Eu participei do desafio de fevereiro que consistia em organizar o cantinho de estudos e agora vocês vão me ver no mesmo lugar, mas em outro ângulo. Digamos que desde que a mesa voltou ela ainda não está cumprindo sua missão totalmente e está aos poucos se tornando novamente um cantinho cheio de tralhas. Ajuda o fato de minha coluna doer por não ter apoio então eu acabo desistindo de usar o notebook por lá, mas preciso manter a ordem. 


A mesa fica assim na maior parte do tempo: notebook no canto, planner/caderninho na ponta e bagunça lá atrás. Lembrando que é nela também que eu estudo, escrevo e faço meus rabiscos. Atualmente a quantidade de coisas inúteis absurdas que venho acumulando tem me incomodado mais que o normal. Minha mãe sempre disse que sou uma acumuladora de tralha e  as vezes me sinto engolida pela bagunça do meu quarto. Já tem tempo que estou em uma "reforma" mudando algumas coisinhas por aqui e quero dividir com vocês, então porque não pegar todos os estágios da mudança? Vou começar com o destralhamento que já é uma necessidade gritante, mas como tem coisa demais em todos os lugares, decidi começar pelo mais simples: minha mesa e meus cadernos do colegial. 




Sim! Eu terminei o colégio em 2011 mas ainda tenho os cadernos! Eu não jogo quase nada fora com a desculpa de pode ser útil para alguma coisa. Pensando nos cadernos, as folhas que sobraram em branco são realmente úteis, o problema é que, como dá pra ver na foto, são cadernos demais. O que me deu pique pra decidir acabar com tudo isso foi o Vida Organizada e seus desafios mensais, e fiquei tão empolgada que simplesmente parei de falar que eu precisava organizar o meu quarto e simplesmente fui organizar o meu quarto. Parafraseando Anna Vitória de novo "quando a gente resolve fazer as coisas ao invés de só querer fazê-las, a gente de fato faz tudo o que quer". E quando esse querer virou necessidade eu vi a coisa tinha ficado séria. Minha intenção não é dar dicas nem nada do tipo, é apenas compartilhar por quantas anda minha procrastinação quando o assunto é organização. 


Minha missão é limpar tudo e ganhar espaço, mas o maior desafio será manter tudo organizado, não só em abril, mas o resto do ano (e da vida)O quarto que eu sempre quis é a mais nova série do blog e vou atualizá-la no mínimo uma vez por mês. Isso não foi uma promessa. Mas digamos que as coisas tem que começar a andar e não dá pra ficar tropeçando em papéis todo dia. Que comecem os jogos!


Se você chegou até aqui depois desse post gigante, parabéns campeão! Perdão pela falta de post na sexta-feira e pela qualidade das imagens. Se você me acompanha no Instagram viu que meu notebook deu pane com toda a minha vida dentro dele, inclusive minhas fotos #choremos. E além de N outros imprevistos nessa semana que, finalmente, acabou. O melhor lugar pra saber por quantas anda minha vida é o Twitter, sempre estou reclamando por lá. Mas voltemos a programação normal direto do Desktop mesmo porque o samba não pode morrer.

08 abril 2015

Sobre paixonites do colegial



Alguma coisa aqui dentro esta borbulhando. Eu acabei de sentir uma vontade doida de escrever, e eu nem sei sobre o que. Não preciso de um tema. Só preciso escrever.


Sobre você, o que você faz, o que você me faz sentir, não que eu estivesse pensando em você, tenho mais o que fazer. Você olha pra mim, eu olho pra você, e só. Eu não queria. Antes de te conhecer eu já tinha "criado" essa tal regra que por fim virou lei, mas que no fim, não chegou a ser cumprida: "Nada de paixonites esse ano!" Diz isso pro meu coração, o senhor paixonite.


Ele não sabe, ninguém sabe. Ok, algumas pessoas sabem, mas não sabem, duas pessoas sabem um pouco mais, mas só eu sei que é ele, realmente ele. Eu tento negar, mas me diz se eu consigo. Ninguém merece, eu não mereço. Eu não queria ter te conhecido.

Qual escolha eu tenho se cheguei a escrever uma música só pra ele? É só uma letra, mas e daí! Ele conseguiu me deixar maluca, e nem faz ideia disso. Eu não vou contar pra ele. Eu desencanei, ou tentei dizer isso para o meu coração, mas o senhor paixonite não me escuta. "Você vai ver que é fácil, ouvir o coração. Você vai ficar bem, isso tudo faz parte." Ah, tá bom, eu vou quebrar a cara se ouvir tudo o que meu coração diz ao pé da letra. E nem me venha com "você nunca vai saber se não tentar", porque eu não quero tentar, não agora.

Eu só quero poder olhar pra ele sem ficar corada, com o coração disparado, com os olhos brilhando, com um sorriso bobo no rosto, pensando: "Poxa, você não faz ideia do que esta aprontando comigo colega."

Esse post faz parte do marcador Textos Perdidos, textos que escrevi entre 2010 e 2012 que se perderam por aí, mas que eu gosto tanto que resolvi resgatá-los.

06 abril 2015

Quero criar um blog, qual a melhor plataforma?


Depois de dois anos de WordPress e quase cinco de Blogger resolvi dar minha opinião e quem sabe dar uma luz pra alguém que estiver perdido sem saber por onde começar. Você já deve ter visto essa pergunta por aí, eu mesma já me fiz ela algumas vezes desde que voltei a blogar. Antes do DL existir oficialmente e antes dele ser o DL eu comecei no Tumblr, onde hoje reside meu portfólio de fotografia (meu mais recente filho, vai lá dar uma olhadinha ;). Eu pessoalmente amo o Tumblr (melhor rede social!), mas não gostei de escrever por lá. Daí eu fui para o WordPress.

Vale lembrar que eu vou fazer cinco anos de Blogger e toda lista é baseada na minha experiência pessoal. Eu fiquei de fevereiro até dezembro de 2014 no WP, quando eu joguei tudo pro alto e migrei de volta para o Blogger, só tem um pequeno detalhe: antes do DL eu nunca cogitei mexer radicalmente com HTMLs e afins, mas foi o que acabou acontecendo naturalmente porque eu queria o blog mais perto de quem eu sou o possível. Eu queria que o DL fosse o meu rosto na internet, então dei a cara a bater e fui pesquisar como fazia cada coisinha por aqui. Mas vamos ao que interessa.

No Blogger:

  • Todos os templates base são simples, mas você pode fazer a alteração que quiser no HTML e deixar qualquer um deles bem elaborado. Com um pouco de paciência e muita pesquisa, você deixa o blog com a sua cara;
  • ADM intuitivo;
  • Se você quiser um padrão de tamanho em suas imagens, terá que editá-las previamente;
  • Vai colocar vídeos no post? Abra o YouTube;
  • As estatísticas não são nada precisas, você terá que instalar o Analytics se quiser saber o que os leitores estão aprontando;
  • Para linkar posts internos, você tem que abri-lo em outra página e copiar o link;
  • Você consegue justificar os textos sem usar o HTML.


No WordPress:

  • Templates super elaborados prontos para serem usados;
  • Mas dependendo do template, você não tem muita liberdade para fazer alterações;
  • Os leitores te encontram mais facilmente (não me pergunte como, mas as pessoas chegaram no Astigmatismus sozinhas);
  • Coisas como "postagens relacionadas" é uma coisa automática por lá;
  • As estatísticas são mais precisas;
  • Você consegue linkar posts internos direto do editor;
  • O mesmo na hora de incorporar vídeos, você não precisa sair do editor pra isso;
  • As fotos normalmente, dependendo do template, ficam do mesmo tamanho automaticamente;
  • ADM intuitivo.

Minha intenção não é apontar quem é melhor ou pior, até porque pessoalmente eu gosto dos dois. Escolhi o Blogger mais por afinidade mesmo *insira Pedro Bial aqui* e confesso que um pouco de nostalgia. Eu estou aqui desde 2010! O que vai valer é o que você tem em mente, qual a cara que você quer ter na internet, quem é você na fila do pão. E não tenha medo de se arriscar, pode ser que a sua plataforma seja o Tumblr no final das contas e tudo bem. Igual eu falei lá no Astigmatismus, na minha opinião o blog tem que ser a cara do blogueiro, e ponto. Se estiver sua cara, tá lindo não importa o lugar.


E aí, decidiu onde vai criar seu blog? Qual sua plataforma favorita?

03 abril 2015

2 músicas da American Authors para você acreditar no seu taco


Conheci a banda em um vídeo da Ana De Cesaro e foi a melhor descoberta musical dos últimos tempos. Uma breve Wiki: American Authors é uma banda de indie rock americana com base na cidade de Nova Iorque. Eles são mais conhecidos pelo single Best Day of My LifeOs membros do American Authours se conheceram enquanto estudavam no Berklee College of Music, em 2007. O quarteto passou os seus primeiros cinco anos em Boston gravando e se apresentando pelo nome "The Blue Pages". Em 2010 a banda se realocou no BrooklynEm 2012, o grupo mudou seu nome para American Authours. Seu single de estreia, "Believer", atraiu atenção através de rádio de rock alternativo. Em 2013 lançaram o single "Best Day of My Life", que se tornou um hit nos Estados Unidos e em 2014 lançaram o álbum "Oh, What a Life". Decidi separar duas músicas em especial que me ajudaram a sair da bad vibe e ver a vida de uma forma mais colorida de novo:

Best Day of My Life se tornou o mantra pra vida toda. Inclusive eu comentei dela aqui, o dia em que eu tomei chuva. Foi literalmente o melhor dia da minha vida. Apesar de tudo o que aconteceu eu ainda consegui chegar em casa sorrindo e cantando "this is gonna be the best day of my life".

Luck eu ouvi no Spotify e esse trecho ficou ecoando na minha mente o resto do dia. Repita comigo: "I am my own man, I make my own luck". De novo pra você gravar, eu faço minha própria sorte. Aprendeu? São coisinhas clichês que a gente não dá bola e que as vezes precisa de alguém para esfregar no nosso nariz. Quem manda na vida é você, não o contrário.


Quais músicas inspiram seus dias?

01 abril 2015

Melancolia

Nesses dias de chuva eu só consigo pensar em uma coisa: sinto sua falta. Enquanto ouço as gotas batendo na vidraça e vejo a água escorrendo para o parapeito só consigo pensar em uma coisa: foram bons tempos. Não estou solitária apesar de estar sozinha. A chuva está comigo. E ela é uma boa amiga. O céu branco que me lembra montanhas de neve. O vento batendo nas pradarias. As flores renascendo mesmo sendo inverno. Não consigo me lembrar de outros tempos tão bons. Essa música ao fundo acompanha a melodia de meu coração que pede aconchego. Não estou sozinha enquanto escrevo essas palavras. Você está comigo. Em uma das muitas portas de meu coração. Cada batida não passa de lembrança assim como as gotas lá fora. Que também não estão sozinhas. Dias chuvosos são melancólicos e a melancolia é a mais inspiradora dos sentimentos.






Confira as fotos originais no meu Flickr!