31 dezembro 2015

sobre 2015

O melhores do ano de 2014 foi feito em vídeo, mas esse ano não fiquei afim de gravar naquele formato, então cá estamos. 

Livros

Falando de livros, esse ano teve de tudo, inclusive contos e crônicas. Comecei janeiro lendo Os Goonies no meio de um apagão, depois terminei de ler O Hobbit que tinha começado em dezembro de 2014, li Trono de Vidro e comecei O Retrato de Dorian Gray. Em fevereiro terminei o dito cujo e a coisa desandou com A Noite dos Mortos-Vivos. Em março compensei com A Garota Que Perseguiu a Lua, livro amorzinho, li também A Profecia de Samsara, uma fantasia nacional e atravessei para abril lendo As Aventuras de Alice no País das Maravilhas e logo depois, em maio, li Através do Espelho e o que Alice encontrou por lá. Ainda em maio li o segundo livro do detetive Strike de J.K. Rowling, O Bicho da Seda, Morando Sozinha da Fran Guarnieri e Brida do Paulo Coelho. Em junho me arrastei com O Filho de Netuno e foi só. 

Em julho eu comprei um livro pela capa e me apaixonei, o Lonely Hearts Club, li um guia nada turístico de Paris, o Paris para principiantes e na estrada li Vacacciones. Ainda em julho li o conto As Valentinas e o livro Quinze Tons de Constrangimento. Em agosto terminei O Aprendiz de Assassino, li Hilda Hilst pela primeira vez com A Obscena Senhora D, li também Para Cima e Não Para o Norte, literatura portuguesa e livro que ainda não entendi sobre o que é. Teve um livro de nome longo de gostei, mas ainda não sei, Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios, li o Lugar de Mulher e terminei o mês lendo O Pequeno Príncipe em inglês, ufa. Setembro foi regado à Anne Frank com Contos do Esconderijo e o diário propriamente dito, O Diário de Anne Frank. E em outubro finalmente terminei Os Três Mosqueteiros. Em novembro li um livro de contos chamado Explícitas e um conto avulso muito bonitinho chamado Meninos e Meninas. E então dezembro. Comecei o mês com A Filosofia da Caixa Preta, livro indicado por um professor de filosofia que fala sobre fotografia e muitas coisas, li um conto de Natal do Dickens, Os Duendes que Raptaram um Coveiro, li um chick-lit pela primeira vez, Fiquei com seu número e na noite de Natal terminei de ler Nicolau São Norte e a batalha contra o rei dos pesadelos

No meio disso tudo comecei a reler Harry Potter em inglês ainda estou no primeiro livro e também comecei Guerra dos Tronos, estou aproximadamente na página 90 ainda, um longo caminho pela frente. No momento em que escrevo esse texto estou lendo Um sorriso ou dois, um livro de contos e crônicas do Frederico Elboni e Rei Arthur e os cavaleiros da Távola Redonda de Howard Pyle. 

E não só de livros terminados vive uma pessoa. Não abandonei nada, mas muita coisa ficou pela metade durante o ano, principalmente depois de comprei o Kindle por ser bem mais fácil carregar o aparelhinho por aí. Não terminei We Are All Completely Beside Ourselves que era para fazer parte de um clube de leitura que falhou, teve Deuses Americanos que quero muito terminar no feriado de Ano Novo, A Marca de Atena, livro três de Os Heróis do Olimpo que me arrastei até a página noventa e a Lâmina da Assassina que se passa antes de Trono de Vidro. Dos dois amigos secretos que participei, em um deles ganhei Vivian contra o apocalipse que li o prefácio e pretendo fazer uma maratona para ler esses quatro livro de uma vez.

Falando em amigo secreto, no outro ganhei Dezesseis Luas e esse fica pro ano que vem junto com A Casa de Hades, O Sangue do Olimpo, Rangers - A Origem dos Arqueiros e Aquarela, um livro de contos. E em algum momento pretendo terminar As Crônicas de Nárnia (estou no livro três) e Treblinka. Não tenho a intenção de terminar mais nada em 2015, o que vier é lucro. Somei um total de trinta livros lidos fora os contos, e considerando que só realmente odiei UM livro dessa lista, foi um bom ano.

Filmes

Sobre filmes, não sei quantos assisti esse ano porque não anotei mas os melhores foram Somos Tão Jovens, A Duquesa, Vivendo na Eternidade, A Origem dos Guardiões, Capitão América: O Primeiro Vingador, O Espetacular Homem-Aranha, Amor e Inocência, Minha querida Anne Frank, Jogos Vorazes: A Esperança - parte 1, Maria Antonieta, A Incrível História de Adaline e Chicago (que na verdade eu já tinha assistido antes).

De séries, pela primeira vez na minha vida terminei uma: How I Met Your Mother. Também assisti The Musketeers, comecei Downton Abbey, continuei Gilmore Girls e Faking It.

Música

De música, eu ouvi muita coisa esse ano, inclusive foi o ano em que dei uma chance para a música eletrônica. Tive dois álbuns favoritos, o 1989 da Taylor Swift que é do ano passado e o Revival da Selena Gomez, desse ano. Resolvi fazer essa playlist para listar não as músicas mais ouvidas do ano, mas as que me marcaram de alguma forma.



Dos links de dezembro, tivemos:
» rascunho 
» antes de entrar {vídeo}
» your vagina matters {vídeo}

Por fim, foi um mês muito bom, foi um ano muito bom. Eu já fiz uma retrospectiva lá no dia doze e não retiro nada do que eu disse. 2015 foi um ano de várias mudanças, no qual eu tinha apenas uma meta: viver intensamente. Fiz (quase) tudo que tive vontade de fazer e fiz muito mais do que eu poderia imaginar lá no final de 2014. Teve choro? Teve. Mas tiveram muitos mais risos que lágrimas. Teve perrengue? Sempre vai ter um perrengue. Teve raiva, teve papel de trouxa, teve cicatrizes, mas teve muita coisa boa também. Por algum motivo estou empolgada por 2016,  que venha!

19 dezembro 2015

atualização de software

Nada mais anda fazendo sentido quando olho para o meu guarda-roupa. Me sinto presa na adolescência que achei que, comprando umas saias, sairia rodando dela, mas não, continuo presa ao mundo dos 15 anos e estou sentindo uma vontade absurdamente grande de mudar. Soa familiar? Já escrevi sobre isso em 2012, e essa vontade voltou. 

Antes, sempre foi uma coisa capilar, mudava o cabelo e bum, pronto, nova eu. Agora é diferente. Não me reconheço nas minhas próprias roupas. e não falo de consumo, mas falo de me sentir bem. Quando olho para meu pequeno conjunto de roupas parece coisa de outro mundo. Poucas peças se salvam no meio dessa bagunça. Dia desses eu resolvi catalogar minhas roupas pra ver qual era a do meu armário e descobri que tenho um total de duas calças jeans, o que já começou errado já que é uma das minhas peças principais, já que uso as calças para trabalhar, nove blusas aleatórias, duas blusas cropped que são as que eu mais uso, seis regatas normais, uma de academia e um total de quinze - isso mesmo, quinze, sem contar o uniforme - camisetas, sendo que dessas quinze eu uso só umas quatro. E aí eu percebi que tinha alguma coisa errada. 

Talvez há dois ou cinco anos, esse fosse o modelo perfeito de guarda-roupa pra mim, mas hoje, não faz sentido. Eu não tenho vontade de pensar antes de me arrumar, sempre pego as mesmas peças, sendo que tenho toda essa variedade, o problema é que essa não é a minha variedade. De tempos em tempos eu doo peças que estão paradas há muito, mas hoje a vontade é de doar tudo e começar do zero. Quem me dera. Aqui e ali vou garimpando (essa palavra é engraçada) roupas novas e me livrando das antigas. Dos antigos sentimentos. Do antigo ano. Parece que 2015 quer levar tudo embora e não faço questão de segurar nada, como dizem, novos ventos só vem quando largamos as velhas âncoras, ou alguma coisa assim. 

Não consigo me lembrar o que foi que mudei lá com meus 18 anos, só sei que mudei. E mudei de novo. E talvez daqui cinco anos eu mude novamente. Acontece que essa versão minha de 2015 expirou e preciso atualizar o software, e se você quer um spoiler, estou tirando meu lado Zooey Deschanel do armário, lado que sempre tive, mas sempre ficou bem escondido por sei lá qual motivo (na verdade, sei sim - escudos, medos).

Certa vez Anne Frank disse que ela se sentia um feixe de contradições e por um (ou vários) momentos me senti da mesma forma. Agora, sábado, às quase duas da manhã, quando eu deveria estar dormindo afinal acordarei às 07:15, me sinto assim. Eu daqui, minhas camisetas de lá. E, bom, esse texto não tem conclusão, afinal, nem comecei nada, foi um reconhecimento de causa que eu precisava colocar pra fora.

12 dezembro 2015

[Um título bonitinho aqui]

Acho que eu não deveria começar essa retrospectiva no dia 12 de dezembro, mas é o tem pra hoje. 

Só por motivos de preciso pensar.

2015. Não odiei. Na verdade, foi um bom ano e isso pode mudar nos próximos dezenove dias, mas acho meio difícil isso acontecer. Durante o ano eu fui anotando as coisas que foram acontecendo na minha vida e fiquei assustada com a quantidade de coisa bacana que consegui fazer e me aconteceu. Apesar de ter sido meio relapsa nos três primeiros meses. Apesar dos perrengues, dos choros e da desilusão, eu amei 2015 de um jeito que nunca amei nenhum outro ano. Esse ano eu finalmente fiz coisas. Eu era aquele tipo de pessoa que nunca levava nada pra frente, desistia na metade ou só ficava no campo das ideias, mas esse ano tudo mudou. Confesso que achei que dezembro seria um mês meio bosta, mas por enquanto (e que continue assim por favor nunca te pedi nada) está tudo muito bem obrigada. O negócio é que aprendi a lidar (um pouco) com a vida. E claro que continuo fazendo umas cagadas tipo dormir tarde tendo de acordar às 07:00 da manhã *cof cof*, mas isso é o de menos. Sabe aquela lista intitulada "Em 2015..."?  Foi um custo, mas eu parei de temer o futuro e o desconhecido. E, tudo bem, às vezes eu ainda me estresso, mas com certas pessoas, não dá. Eu não me cobro mais loucamente. Levo "curtir o momento" muito a sério. Sofrer por antecedência é um talento natural, mas venho parando aos poucos. Assim como terminar o que eu começo é uma coisa que venho tentando fazer, mas são passinhos de formiga. Resolvi experimentar cerveja e batizei o Uberlândia Food Truck Festival como o dia oficial da experimentação, experimentei maquiagens diferentes do que estava acostumada, experimentei ser feliz, para variar. Não suporto mais ver meu quarto desorganizado. Aprendi a desapegar. Descobri que nada de bom acontece depois das duas da manhã, mas continuo subestimando o poder de dormir antes da meia noite. Velhos hábitos nunca morrem.

Em março eu pude admirar a beleza do meu certificado de graduação no curso de fotografia depois de um ano e meio onde eu quase desisti e no mesmo mês voltei para meu antigo projeto na empresa onde eu trabalho, onde cinco meses depois uma colega de trabalho me contrataria como fotógrafa de seu casamento. Em 2015 eu aprendi que a vida não tá nem aí pros nossos planos e acontece como tem que acontecer - tudo isso poderia ser uma história completamente diferente se minha escolha lá em abril de 2014 tivesse sido outra. E eu não mudaria nada. E em abril eu abri o que seria meu primeiro "portfólio", que é só um Tumblr com um monte de fotos aleatórias - o Full of Daisies. De maio a junho voltei pro YouTube, mudei de cargo e escrevi texto pro crush, daí veio julho com meu aniversário, uma viagem longa demais da conta, crises e aprendi que quando as coisas estão predestinadas a dar errado, elas vão dar errado - e que é quase impossível mijar (desculpa gente, mas eu falo assim) de meia-calça, vestido e salto alto. E então agosto com o ensaio, o casamento, cinco anos de desabafos e lamentações, um filme de terror no cinema quando na verdade eu queria assistir Pixels, mudança do layout, uma espécia de viagem sozinha pro casamento (uma hora de pouco de viagem pra outra cidade, não deixa de ser uma viagem) (com direito à senhora puxando conversa) (e eu super tensa porque "meu deus tô viajando sozinha socorro"), Netflix entrou na minha vida e, ufa, chega de agosto.

Setembro passou tão rápido que nem vi. Só sei que saí, me diverti horrores, me perdi no meio da festa (literalmente, isso não foi modo de dizer, eu realmente me perdi lá no meio) e puxei conversa com um boy que não deu bola mas: caguei. A maquiagem entrou na minha vida. Voltei a ter diarinho. E outubro aconteceu. Mais crises. Resumindo 2015 em uma imagem:

primeiro semestre/segundo semestre

Em outubro vieram questões, o pilates aconteceu por um dia, completei minha coleção de Sailor Moon (mas não acabei de ler ainda) e arrumei um novo layout pra cá, mas só vou trocar ano que vem (é com tema de Harry Potter <3). Em novembro terminei How I Met Your Mother e apenas melhor série (a única que terminei, rs), completei minha "coleção" de maquiagem, comprei um Kindle e depois chorei por não ter esperado a promoção e entrei numa ressaca literária sem fim. E estamos em dezembro. Há doze dias. Não vou falar pro ano acabar mais rápido nem nada, apesar de já ter dito isso no Twitter, acho. 2015 foi um ano de realizações, quais eu não tinha nem imaginado e acho que não ter colocado uma meta para 2015 foi o que fez a diferença. Na verdade, eu só tinha uma meta: fazer as coisas ao invés de só querer fazê-las, e eu fiz todas as coisas que eu queria. Hoje não voltaria no tempo parar fazer nada, muito menos não fazer. Por esse ano só tenho à agradecer seja lá o que os próximos dias vão me trazer.

07 dezembro 2015

mais filminhos

Sábado falei de um filme bonitinho e hoje voltei com mais quatro filmes (não necessariamente bonitinhos). Desculpe a falta de temas, mas as leituras andam fracas por aqui.


Capitão América: O Primeiro Vingador (2011): Percebi que já faz uma semana que assisti Capitão América: O Primeiro Vingador e não comentei do filme, ops. Filme que aliás, adorei. Aqui somos introduzidos ao personagem, a descoberta do Capitão no presente e então somos mandados para o passado a fim de conhecer como ele se tornou quem é. A construção do herói é mais científica que fantasiosa, se passa durante a Segunda Guerra Mundial onde, Steve Rogers é convidado a servir de cobaia para um teste do Dr. Erskine onde ele se transformaria de um rapaz magro e fraco, para um super soldado. Terminei desejando Capitão América 2: O Soldado Invernal.


A Nova Onda do Imperador (2000): No mesmo dia que assisti Vivendo na Eternidade, filme que gostei tanto que escrevi um texto só pra ele aqui, assisti também A Nova Onda do Imperador. Quem lembra de A Nova Escola do Imperador? Isso mesmo, é o filme do Kuzco onde ele é transformado pela Yzma em uma lhama e agora tem que achar um jeito de voltar para o palácio e destruir os planos malignos de sua conselheira. Tudo com uma lição bonitinha no final. O Kuzco é quase um dos meus personagens favoritos da Disney.


Chicago (2002): 1920. Seis assassinas em potencial. Duas mulheres que fariam de tudo pela fama. A cidade de Chicago ama sangue fresco e rostos bonitos para aclamar. Chicago é um musical e como é de se esperar, um dos que eu amo. Assisti pela primeira zapeando a TV e no domingo resolvi assistir de novo, tem no Netflix. Eu amo como esse consegue não te fazer odiar os criminosos. Você não torce por ninguém, você é só mais um espectador do show e quando a cortina se fecha, você vai embora. Já fazia tempo que eu queria rever e não acredito que demorei tanto.


O Expresso Polar (2004): Naquelas de tentar entrar no clima natalino, assisti já tem muitas semanas o filme d'O Expresso Polar, o que não deu muito certo e nem amei tanto assim, apesar de ter feito uma referência no resumo do mês de novembro. Parte de mim queria ter assistido a esse filme quando eu era criança. Um filme que eu sempre achei que fosse com gente de verdade e com o Josh Hutcherson (?) é na verdade uma animação que eu diria até que vale a pena assistir nesse mês de dezembro caso você ainda não tenha visto, o que eu acho difícil por ser um filme até bem conhecido. Meu filme natalino favorito continua sendo Menores Desacompanhados ¯\_(ツ)_/¯


Algum filme pra me indicar?

05 dezembro 2015

Tuck Everlasting (Vivendo na Eternidade - 2002)


Procurando por coisas aleatórias na Netflix, uma dessas coisas aleatórias que encontrei foi esse filme com a Alexis Bledel que na capa achei que era a Ellen Page (?), li a sinopse e coloquei pra rodar. Adoro ver filmes assim pois sempre posso me surpreender. Por ser um filme da Disney logo já deduzi qual seria o final, mas esses dois fatos não tiraram nada do filme. Foi uma história bem contada e amarrada, e que eu veria de novo. 

Tá, mas é sobre o que? Em meados do século XX, Winnie Foster se vê presa às garras da mãe e ao ser obrigada a partir para um colégio interno, foge para o bosque da família, lá descobre que a família Tuck vive às escondidas e eles possuem um segredo que pode mudar tudo, tanto para Winnie, quanto para o mundo. Agora que se apaixonou pelo filho mais novo da família, tem que decidir se ficará com eles, ou voltará para casa.

Primeiro, vamos lembrar que estamos falando de um filme da Disney, alguma mensagem esse filme vai deixar seja quem for que esteja assistindo. Uma mistura de fantasia com a realidade que eles sabem fazer muito bem, e o visual de época que consegue me conquistar de primeira. O filme é sutil. Mas, faltou alguma coisa. Ele é completo de várias formas e acredito que se fosse mais longo, estragaria. Mas mesmo assim, senti falta de algo. Só por isso ele perdeu meia estrela. Mas não veja isso como uma coisa ruim, eu realmente amei o filme e pode ser que para você não falte nada. Uma das coisas que eu mais gostei foi a narração do filme, me lembrou um pouco A incrível história de Adaline, inclusive o plot é parecido. Não quero falar muito para não revelar a história, então parei por aqui.

Time is like a wheel. Turning and turning - never stopping. And the woods are the center; the hub of the wheel. It began the first week of summer, a strange and breathless time when accident, or fate, bring lives together. When people are led to do things, they've never done before. On this summersday, not so very long ago, the wheel set lives in motion in mysterious ways.

04 dezembro 2015

Eu escrevo esse texto para você


Esse é mais um daqueles textos escritos às pressas. Uma daquelas cartas jogadas debaixo do portão. Sem selo, sem remetente. Mas é pra você, exclusivamente. Mais um daqueles poemas sem começo nem fim. Eu escrevo esse texto para você e não me importo com os erros, são palavras vomitadas.

Sopradas ao vento, aleatoriamente.

Por você, escrevo. Por tudo. Pela lembrança. Pelas memórias. Pela chama que não quero que se apague. Escrevo a fim de não te perder. Escrevo como se segurasse sua mão, com o medo de te largar e você desaparecer.

Escrevo, gravando cada uma dessas palavras bem fundo na pele.

Escrevo sem pausa. Sem vírgulas. Sem dó da página que sangra tinta de caneta velha e pó. Escrevo mesmo que meus braços estejam cansados. Escrevo mesmo cansada de tentar te entender. Eu escrevo sobre você. Eu não deveria te dedicar tantas linhas. Ninguém recebeu tantos textos como você. Você cantava essa música, e eu cantei com você.

Para começo de conversa, eu não planejei me apaixonar. Mesmo que nesse caso, apaixonar-se seja uma palavra forte. Só que você acendeu sentimentos antes enterrados e escondidos a setenta chaves. Sentimentos que evito visitar por medo de me machucar e deixar gostar, pois nunca gostei de gostar, por nunca ser recíproco, ou pelo menos, nunca saber se é recíproco. Então eu escondia, não muito bem, confesso.

Da primeira vez que eu te vi, vi que era tarde demais.

Naquela primeira troca de olhares, naquele primeiro boa tarde, naquela primeira conversa, você já me tinha nos braços. Não que eu acredite em amor à primeira vista, mas aconteceu. E eu neguei, e de vez em quando ainda nego, e me pergunto o que foi que eu vi em você. Nem eu mesma sei. Eu sou uma romântica incorrigível e isso me faz florear, e mesmo que eu queira ser sua amiga, eu sei que nunca conseguirei, pois não sei separar todos esses sentimentos. Não que eu não goste de você como amigo, mas certas coisas não se devem imaginar com amigos. Talvez você seja o que sobreviva a esse turbilhão, mas não acredito que isso vá acontecer. Quantos já passaram por esse coração? Não quero fazer parecer que você é só mais um, nenhum deles ganhou tantos textos como você, e nenhum deles foi lido mais do que por mim, e daqui alguns meses, talvez, essas palavras não façam mais sentido e você, claro, nunca vai saber, mas vou guardar os bons momentos como sempre.

É para isso que eu escrevo.

02 dezembro 2015

coisas

coisas que tenho vontade de fazer, posso, mas nunca faço:
» tirar o salto do meu oxford
» cortar o cabelo o menor possível
» fotografar mais + divulgar o meu trabalho
» viajar sozinha
» yoga + pilates + ballet
» terminar de escrever o meu livro
» ir na catsu
» fazer uma tatuagem
» usar saias e vestidos
» cultivar uma plantinha

duas coisas até o final do ano:
» assistir alguma peça de teatro
» comprar minha sapatilha de ballet

coisas que deixei pela metade:
» as aulas de História da Arte I
» a reforma do meu quarto

se meus tênis falassem:
Hoje eu sou vermelho, mas já fui de várias outras cores. Estou um pouco sujo, mas, sinceramente, não faço questão que me lavem. Minhas marcas são histórias e memórias, aventuras que vivi com você, e uma lembrança de que vencemos a batalha. Cada um tem as marcas de guerra que merece. Inclusive, odeio ser deixado para trás. Ao seu lado eu tomo sol, chuva, corro na terra, pulo, danço e minha parte favorita do dia é quando posso ir lá fora, desbravar o mundo. Sou um velho de alma jovem. Estou ao seu lado há treze anos e espero ficar mais dez, vinte, trinta anos com você.

coisas que eu aprendi até agora:
» sempre terá um "será que..."
» sempre terá um "e se?"
» quando as coisas estão predestinadas a dar errado, elas vão dar errado
» é quase impossível ir ao banheiro de meia-calça, vestido e salto alto
» não importa quais sejam os planos, a vida tá nem aí pra eles