20 janeiro 2016

Ainda é cedo

17 de janeiro de 2016.

21 anos.
5 meses.
16 dias.
1 hora.

Era 1 da manhã quando sentei pela primeira vez para ouvir Legião Urbana. E "legião urbana" é um termo amplo demais para definir o que eu ouvi. Eu ouvi juventude. Eu ouvi histórias. Eu ouvi histórias sendo contadas da forma mais doce que eu conheço; como poesia. Cada verso cantado merece ser apreciado com calma, é mais que só música, é um cuidado com as palavras, que aparentemente eram apenas palavras, soltas, rimadas, mas que se tornaram queridas aos meus ouvidos. Palavras de quando eu nem era nascida ainda, mas que continuam fazendo sentido tantas décadas depois. Duas.

Quando falo que sentei para ouvir, eu literalmente sentei para ouvir, apreciar, conhecer, compartilhar cada verso, cada frase. Música nenhuma nunca me fez sentar para ouvir. Claro que eu já conhecia esse clássico do rock nacional, se posso chamar assim, mas eu nunca tinha parado para ouvir realmente. E meus ouvidos amaram o que ouviram. E talvez eu soe estranha a mim mesma amanhã, mas amanhã é outro dia e não terei mais vinte e um anos, cinco meses, dezesseis dias, uma hora. Terei muitas mais horas.

Tudo na vida tem o momento e a hora certa para acontecer, Legião Urbana aconteceu na hora certa.


18 janeiro 2016

Ué?

Então.

Hoje é sábado, dia 16 de janeiro, e por algum motivo eu estou em stand by. Eu quero escrever muitas coisas, mas não consigo passar nada para o papel. Espero que não seja a maldição dos dois anos de blog. Quando eu resolvi fazer a semana especial de Harry Potter como exercício fotográfico, o Alan Rickman, nosso eterno Snape, faleceu. Eu já não estava muito focada no exercício e depois da notícia bateu a bad, e não bastasse a bad da morte do Alan, bateu outra bad que aos poucos vou superando. Não prometo nada, mas amei a ideia do #UmPotterPorDia, uma foto por dia sobre Harry Potter, talvez eu continue fazendo. 


Coisas que acontecem ao enfiar a câmera dentro do guarda-roupa para testar o flash novo:


Coisas que acontecem quando tento fotografar o meu gato:


Eu acho que ele me odeia.

Coisas que trazem as pessoas ao blog:


De Mc Ludmilla à Ludmila Ferber.

Vou tentar coisas simples, eu ando mais visual que qualquer outra coisa que me leve a pensar demais para elaborar um grande texto, então. É.

17 janeiro 2016

Medo de escuro

Quando eu era criança eu tinha medo do escuro e achei que quando crescesse esse medo ia passar, mas só aumentou. Fiquei ensaiando esse texto na minha cabeça desde o dia em que isso aconteceu.

Dia desses voltando pra casa no mesmo ônibus de sempre, ouço uma conversa entre duas moças:

"Não gosto de pegar esse ônibus, passo por uma rua muito escura."
"É perigoso, né?"

De intrometida, pensei o seguinte: "Evito ônibus X pelo mesmo motivo".

Com o ônibus Y eu não passo por uma rua escura, mas continua sendo perigoso do mesmo jeito, e eu poderia chegar em casa mais rápido se eu pegasse o ônibus X, mas ele me deixa em uma rua escura. Eu não leio voltando pra casa por que estou lendo e-books ultimamente, e eu leio no celular, e é perigoso. Eu não uso saias ou vestidos por que pode ser perigoso se o ônibus estiver cheio. Se eu ver um cara andando na mesma rua escura que eu, se ele estiver na frente, vou desacelerar e tentar me tornar invisível, se ele estiver atrás de mim, vou andar tão rápido que ele vai achar que estou correndo.

Esse é o tipo de coisa que acontece todos os dias, com todas as mulheres, evitar fazer coisas por não saber o que está te esperando do outro lado do quarteirão.

Não deveria ser assim, mas é. Infelizmente. E eu espero do fundo do meu coração que um dia esse medo acabe.


01 janeiro 2016

Lista de não-metas

Antes de antes de mais nada, FELIZ ANO NOVO!!!!!!!!!!!!!!!

Antes de mais nada, isso não é uma lista de metas para 2016, prefiro chamar de "guia para coisas que preciso (criar vergonha na cara e) fazer", logo, lista de não-metas. 


Sim, isso é o Evernote. Percebe-se que já comecei falhando, considerando que são duas-e-dezenove da manhã do dia primeiro de janeiro. Mas quem se importa, né? Eu estou com sono sim, mas meus vizinhos adoram uma festa... Falando em festa, eu deveria estar em uma, mas fiquei 0% afim da noite pro dia e desisti de sair de casa e estrear a blusinha nova que eu comprei. Falando em blusinha nova, aconteceu a mesma coisa no Natal, só que no Natal eu usei a outra blusa. E falando em blusinha nova de novo, a atualização de software foi pra valer e esse "dar uma sacudida no meu guarda-roupa" vem dando passinhos de formiga tem um tempo. 


Então foi Natal... Ano Novo também, todo mundo falando de mudança e novas esperanças, e não nego que amo esse clima de virada apesar de ter passado meio meh, e não sei onde esse texto vai me levar, talvez uma retrospectiva final do que foi 2015 na minha vida. Provavelmente. Senti falta das minhas fotos aleatórias no Instagram. Ano passado fiquei tão focada em projetos fotográficos que esqueci de fazem do Instagram o álbum de memórias que tanto falei no final de 2014, e 2014 parece tão distante agora, e não tenho muito pra mostrar como foi nessa mesma data, há um ano. As maiorias das fotos no meu #2015bestnine tem a ver com o #CartoonsInMyCity e as outras três foram tiradas para o #desafioprimeira ¯\_(ツ)_/¯ (e eu não lembrava que tinha comprado meu All Star esse ano), só sei que girassóis sabem roubar a cena, quando fico com muito sono na estrada árvores se transformam em monstros, fiquei obcecada por horizontes e coisas desfocadas, e me diverti horrores com as melhores pessoas.


Edna julgando a minha capa, princesa Jujuba nas minhas jujubas, Finn e Jake dando um rolê por Uberlândia, photobomb da Lady Íris, Alice tomando chá nos meus livros e Merida sendo um Weasley por um dia. 2015, o ano em que fiquei viciada em projetos fotográficos. Falei na retrospectiva de 2014 que aquele foi um ano de começos e acho que 2015 foi um ano de continuações. Ainda não consigo definir esse ano em algumas palavras. Essa já é a terceira (e espero que última) vez que escrevo sobre 2015 e ainda não entendi esse ano. Muita coisa dentro de mim mudou em pouquíssimo tempo e pela primeira vez surtei pela minha idade. Dois-mil-e-dezesseis é o ano em que eu completo vinte-e-dois anos. 22. Estou mais assustada pelos 22 anos do que pelo ano novo. E não sei dizer bem o motivo. Apesar de tudo, só tenho a agradecer a 2015 e espero fazer de 2016 melhor e mais vivo que o ano que se foi. Quem me acompanha nessa?