30 junho 2016

Junho: sobre a vida no plural

Estamos oficialmente na metade do ano. Junho. E esse é o resumo do mês.
De volta ao casulo, mais para dentro que para fora, o inverno chegou, meu aniversário esta chegando. Esse mês eu passei duas semanas diretas usando o mesmo tênis por motivos dele ser lindo demais e ter sido presente de uma pessoa linda demais, e porque ele esquenta meu pé, completamos três meses de amor (e além) e comprei uma mesa pra chamar de minha, só falta montar. Esse ano efetivamente fez (e esta fazendo) frio, continuei recheando meu guarda-roupa com novas peças e nunca estive tão satisfeita com a minha imagem. Nessa última semana, do dia 25 pra cá, um sorriso se formou nos meus lábios e nunca mais saiu, e na terça-feira só aumentou. Mas é o tipo de coisa que você só compartilha depois de pronto sabe?! Mas eu nunca estive tão bem e tão feliz. 2016 já esta na metade e é incrível a quantidade de coisas que já me aconteceu e é lindo o que estamos construindo, conheci alguém que merece dividir o palco e o trono comigo. Eu não quero falar muito (ainda) dessa parte da nossa vida, é que não tem mais a ver só comigo ou o que está no meu coração, tem a ver com a gente, com o nós, com um conjunto, com uma parceria, então prefiro guardar para a gente por ora e na hora certa, compartilhar. 

Dos livros eu li Soppy - os pequenos detalhes do amorMary Poppins e um livro de contos dos irmãos Grimm, Contos clássicos de Grimm: Seleção da edição Contos maravilhosos infantis e domésticos 1812-1815 -- cheguei a marca de sete livros no ano até agora (sinto meus livros me julgando todos os dias). Dos filmes nós assistimos Kick Ass 2 e Super 8 e eu assisti The Fundamentals of Caring, todos os três são ótimos filmes, e no ano cheguei a trinta e oito. Dos seriados eu comecei Agent Carter e assistimos as duas primeiras temporadas de Z Nation, agora só em setembro. Sobre a lista de não-metas, incrivelmente passei a dormir cedo na maioria dos dias, meu cabelo continua crescendo rapidamente, desisti de ser fitness saudável, quer dizer, não de ser saudável, mas toda aquela história de exercícios físicos, adeus sedentarismo, olá ballet? A preguiça é maior que tudo. E tá frio. Comer comida de mãe é ter uma alimentação saudável ao meu ver, menos aos finais de semana quando virar os reis da pizza ou da lasanha congelada ou do hamburger é muito mais legal. A não-meta de tirar o salto do oxford morreu porque meu oxford morreu. Meu quarto anda do meu agrado assim como meu guarda-roupa e sobre isso já comentei. E sobre cuidar da pele, confesso que estar frio me ajuda a não cuidar tanto como antes, mas tirando essas espinhas que não vão embora nunca, meu rosto anda muito bem, obrigada. 

Nunca mais toquei no meu livro, não procurei por aulas de francês, quero trocar minha câmera, quase entrei em aulas de chinês, nem sei se as aulas de História da Arte I continuam no YouTube, sinto falta de gravar vídeos, nunca mais falei do Movie Box, desisti de fazer uma estante (de novo), por enquanto me viro com a mesa e num futuro próximo quem sabe talvez, prateleiras. Alguns livros continuam à venda e ufa. Tudo bem, não fiz tudo isso só em junho, mas para seis meses, muita coisa aconteceu, e muita mas muita coisa esta para acontecer nos próximos seis, então prepara a pipoca e a Coca-Cola que mês que vem tem mais. 

Dos links
Dos links, acredite, só tiveram quatro: 

Por último mas não menos importante...
Já fez frio na sua cidade? O inverno chegou pra você ou ainda is coming? Você assiste GoT? Eu não, mas sou o Capitão América das referências. Enfim, junho foi um mês maravilhoso assim como 2016 esta sendo um ano mágico e prometo voltar aqui dia 26 de julho acompanhada de Taylor Swift e mais um milhão de gifs, até lá, obrigada pelos peixes.

29 junho 2016

O lado bom da vida

É sentar na mesma mesa de sempre todos os dias pois ela te lembra bons momentos e te dá nostalgia. É ler um livro em dois dias pois ele te prendeu o suficiente sem te deixar entediada. O lado bom da vida é o lado da parede e ao mesmo tempo ter do outro lado sua parede pessoal em forma de gente, quente, que te aquece durante a noite e te protege dos sonhos ruins, mesmo que ele continue dormindo e nem se dê conta que foi por isso que vocês viraram uma conchinha. O lado bom da vida é do lado de quem a gente ama mais a cada dia. É saber que aquela pessoa te ama de volta. É saber que mesmo tendo de ir ela sempre volta. O lado bom da vida chegar em casa e ser recebido com um sorriso, dividir o último pedaço de pizza e às vezes o controle do vídeo game. É o lado do sofá que ficou com o cheiro da pessoa que já foi, mas permanece viva na sua memória, e no cheiro do sofá, e na camisa que ela usou o dia inteiro. O lado bom da vida é aquele do lado de lá da praça onde vocês tomaram chuva juntos pela primeira vez e dançaram no ritmo das gotas que molhavam seus pés. É chegar em casa com uma peça de roupa a mais ou a menos e ter que explicar para a mãe o que foi que aconteceu nas últimas horas. O lado bom da vida é do lado da janela para ver se lá fora anda tão ensolarado quanto aqui dentro. É aquele dia nublado onde nuvens dançam sob seus pés. É aquele perfume que gruda na alma e de tempos em tempos se faz presente na memória e você deseja que o responsável esteja do seu lado para que você possa abraçá-lo e guardar mais fundo ainda aquele momento a fim de revivê-lo uma vez ou duas, ou um milhão. O lado bom da vida é saber que a semana já está na metade e sexta já será tarde para dizer até mês que vem, porque mês que vem já chegou na sexta-feira.

27 junho 2016

Talvez muito seja o nosso sempre

Sou uma farsa. Fico por aí roubando frases prontas pois para mim as de autoria própria já disseram tudo o que tinham a dizer. E assim eu começo mais um texto para você. A fim de tirar o atraso das últimas semanas e deixar guardado para um possível sábado onde a gente vai se ver. Talvez muito seja o nosso sempre, talvez muito seja o nosso O.K., talvez muito seja o tamanho do sentimento que já não cabe mais em palavras mas que insisto em repetir todos para você. Você você você. Todo mundo já deve estar de saco cheio de tanto ouvir falar de um certo rapaz que arredou as portas do meu coração; nem ligo.

Curioso é que comecei esse texto na semana passada e não corri para terminar, daí veio o final de semana citado acima e apesar dele ter sido parecido com a maioria, de algum modo ele foi diferente. Foi um dos meus finais de semana favoritos. Começou como sempre eu te esperando chegar e quando finalmente entrou pela porta meu coração sorriu ao te ver. E você sorriu de volta. O sorriso mais lindo que eu já vi.

Hoje é o começo de mais uma semana e mantenho tudo o que já te disse por aqui, por ali e por lá. Você com suas surpresas e ideias a cada dia mais só me faz reapaixonar - por você, por nós, pela vida. E então eu vou vivendo cada dia esperando pelo dia em que voltarei a te ver de pertinho e de novo vou te gravar em meu peito como se eu tivesse me esquecido. Mas você está lá desde o primeiro dia. E fazem quatro meses que te vi pessoalmente pela primeira vez, sorrindo pra mim, do lado de lá da catraca enquanto eu trocava o peso de perna para perna sem saber ao certo o que fazer. E só porque 500 dias com ela é um dos seus filmes favoritos, eu comecei a contar os dias também, e ontem foi nosso centésimo.

E essas são apenas coisas aleatórias para preencher sua semana de alguma forma, e então no dia 109 eu volto aqui e faço tudo de novo, mas por hoje, o hoje me basta.

101.

23 junho 2016

Psiu

Hoje me deu vontade de escrever para você, em forma de lembrança e de reviver nossos últimos três meses. Parece que foi ontem que ameaçou tomarmos chuva e sentamos debaixo daquela parada de ônibus onde você me olhou e sussurrou cinco palavras que ficariam para sempre guardadas na minha memória. Era nosso segundo encontro. Passou o resto da semana fazendo sol para que no próximo sábado, quando a gente resolveu passar uma madrugada toda juntos, caísse a maior tempestade daquele mês, e foi a primeira vez que trouxe uma camisa sua para casa desejando que ela se transformasse em você. Então veio o dia seguinte, a outra semana, "só apresentações, ela disse", e numa madrugada cercada de gente você transformou aquelas cinco palavras em três, e eu me entreguei completamente. E a contagem começou oficialmente. 


Essa é uma referência que talvez você não reconheça de imediato, mas tem a ver com meu lado adolescente que fica atrás da porta do quarto. E sigo te escrevendo, às vezes demais, às vezes de menos, mas sempre te mandando o que escrevo. Pela primeira vez me sinto livre para externar todos os meus sentimentos, você me ajudou a ser assim. Eu sempre fui uma negação e guardava tudo para mim, mas agora é diferente; te conto pois sei que não me julga e tenta me compreender, é uma das coisas que mais amo em você. 

Livre, leve, feliz. É assim que você me fez. Todo mundo entra em nossas vidas com um propósito, o seu foi me ensinar a viver cada dia de cada vez, cada hora de cada vez, cada minuto de cada vez. Um passo depois do outro sem tropeçar nas próprias pernas, afinal, a gente nunca sabe o dia de amanhã. E no momento posso estar sendo contraditória pois passei a semana desejando sexta-feira, mas é que algumas semanas são mais pesadas que outras, mas sigo lembrando a mim mesma que hoje é só mais um quinta-feira, 10:23 da manhã, e que tenho que viver o hoje sem esperar o que vem ao meio-dia ou às 18:00, ou às 21:30, preciso simplesmente viver o agora. E o agora é dedicar esse texto a ti como fiz com a maioria dos últimos textos que escrevi.

Com você aprendi a ser espontânea e era uma das coisas que eu mais estava precisando ser. Obrigada.

21 junho 2016

Nos últimos tempos

Virei escritora de e-mails no trabalho e todo mundo pede palpite e ajuda na hora de enviar para o ser acima de todos (não tô falando de deus). Nunca usei tanta palavra rebuscada na minha vida. Os e-mails mais legais de escrever são os que vão só para o nosso treinador que é "de boas" e é do tipo que responde com um "Thanks".

Toda segunda-feira entro em câmera lenta na vida real quando o dever me chama, tipo agora que são quase 11:00 da manhã e eu deveria estar ou almoçando ou tomando banho, mas tô escrevendo. 

Dei fim na maioria das minhas camisetas, e isso quer dizer que doei algumas peças que não usei nos últimos 84 anos, outras viraram "roupas de ficar em casa", apesar de ser um termo que meio que coloquei em desuso -- mas não vou colocar as bonitinhas em casa para limpar o quarto ou lavar a louça por exemplo, deixo para as camisetas. Comprei roupas novas e vou comprar mais algumas até o final do ano e finalmente estou feliz com o que ando usando.

Meus finais de semana são resumidos hoje em muito amor, séries e de vez em quando vídeo game, e ele conseguiu despertar o monstro adormecido viciado em Dragon Ball e games -- nem eu me lembrava o quando gosto de animes e jogos. Peguei uma passagem só de ida de volta à 2004 quando eu almoçava correndo antes de ir para a escola só para assistir Dragon Ball Z, pegava o caminho com a minha prima, a gente parava no mercado para dividir um super pedaço de bolo e finalmente ia para a escola. E de vez em quando eu jogava no PS dela. 

E eis a lista do que andei assistindo e jogando nos últimos tempos:

Agent Carter: Comecei a assistir sem expectativa nenhuma num sábado de manhã onde eu não tinha nada para fazer, e fui conquistava instantaneamente pela série, até fiz um post para comentar só sobre ela -- na verdade para comentar mais sobre a própria Peggy.

Dragon Ball Super: já é quase uma tradição de domingo assistir DBS na companhia do namorado. Como disse ali em cima, de volta à 2004, eu nem sabia da existência desse anime antes de abril desse ano. Comecei a acompanhar mesmo a partir da quarta temporada, porém com preguiça demais para assistir as três anteriores.

Z Nation: e quem diria que um dia eu assistiria uma série de zumbis? Já tentei assistir The Walking Dead, sem sucesso, já li A Noite dos Mortos-Vivos que achei um bom livro até chegar naquele final, mas assisti uma temporada inteira de Z Nation sem ficar entediada nenhuma vez. Dez pontos para Grifinória.

Ori and the blind forest: a primeira vez que olhei para Ori achei que ele fosse um Pokémon. Eu apanho bastante por não saber para onde ir na maioria das vezes e por morrer com frequência e voltar ao começo, mas é um bom jogo com um pano de fundo que poderia facilmente ser transformado em livro de fantasia. É um jogo calmo onde você precisa explorar o universo para descobrir seu próximo passo. E recomendo ser um bom leitor de mapas, ou ter alguém para ler o mapa por você ^^

BattleBlock Theater: eis o jogo que despertou o monstro adormecido. Considerando o fato que mais dei risada do que joguei efetivamente, recomendo jogar em dupla para vocês ficarem se empurrando para fora das plataformas :3 é um jogo intuitivo e fácil de jogar sem muito problema na hora de completar as missões. Recomendo.
No mais aquela história do "quarto que eu sempre quis" voltou depois de mais de um ano -- comprei uma mesa/bancada/prateleira, aos interessados estou me desfazendo de uns livros que sei que só estão ocupando espaço por aqui e resolvi coloca-los à venda no Enjoei e faltam dez dias para o final de junho e eu nem vi esse mês passar.

Como é que as coisas andam do lado daí?

20 junho 2016

What's your name, darling?

Agente Carter: mais que a namorada do Capitão América.

Extremamente inteligente, bonita e feminina, a agente foge da mesmice das personagens femininas que nunca são aprofundadas. Ou temos uma mulher delicada porém "fraca", a clássica mocinha que precisa ser salva, no outro extremo uma personagem masculinizada. Peggy é uma personagem profunda com sua própria história, e ela não precisa ser masculinizada para ser forte fisicamente, ela é forte como mulher, ao mesmo tempo feminina ao modo de se vestir, delicada, e também cheia de questões como todas nós. Enfrenta o preconceito de ser mulher no meio de um trabalho tipicamente masculino e só ganha "mérito" devido à seu "caso" com o Capitão.
Confesso que eu mesma comecei a assistir devido ao Capitão, mas a série é muito maior. Aqui conhecemos nossa querida agente, com sua própria missão e sua vida pós-guerra, sendo vista por seus colegas de trabalho como uma mera secretária, sendo que sua vontade é voltar à campo, e ser uma das melhores entre eles. 

Até então assisti até o episódio cinco, e não demorou nada para que a série me conquistasse. A última série que me pegou tão rápido assim foi How I Met Your Mother, e mesmo sabendo do cancelamento, com certeza irei assistir até o fim.

17 junho 2016

Vou ali e já volto



Junho decidiu cortar todo mal pela raiz. Parece que tudo que é negativo, tudo que não me agrega, junho resolveu levar embora, e junto todo o acúmulo de coisas espalhadas pelo meu quarto e pela minha vida. Aquela história de soltar velhas âncoras que já não servem mais para o navio, sair da baía para outras aventuras, virar a página, começar um novo capítulo. E eu sei disso porque é sempre nessas horas que me dá aquela vontade de cortar o cabelo, encaixotar coisas que já não uso mais e libertar cabides para que novos ares possam ser pendurados ali a fim de criar novas memórias. Não minto, ainda sou apegada à muitas coisas, principalmente aos meus livros, mas é preciso abrir espaço para que novas histórias entrem sem que as antigas às influenciem. 

Vou ali e já volto como faço toda metade do ano. De volta ao casulo para repor as energias, crescer novas asas e decolar. Já disse isso no texto anterior, mas é que parece que quanto mais perto do inverno, mais perto meu aniversário, mais para dentro de mim mesma vou entrando. É estranho não se reconhecer e todo ano isso acontece. É o tempo que preciso comigo para que possa nascer uma nova eu. É até curioso escrever sobre isso, a morte das velhas coisas. Hoje mesmo meu notebook deu tela azul sendo que ontem foi assim mesmo que me senti em relação a essa fase. Deu tela azul aqui e é necessário substituir o software. 

Vão mais algumas semanas até quem sabe eu voltar a escrever sem parar, como passei os últimos meses, mas por enquanto estou mais interna que externa e me conhecendo como conheço, depois disso com certeza precisarei externizar. Por enquanto vou encaixotando velhos hábitos, desapegando de velhos sentimentos e deixando ir o que não quiser ficar. É passado, e não importa quão forte você o segure, não adianta, ele já se foi.

14 junho 2016

42 dias

Daí você vê esse gif e se pergunta se faltam 42 dias para a minha coroação. Vindo de uma leonina, quase, mas ainda não fui descoberta Mia Thermopolis. 

Quando junho chega a única coisa que consigo pensar é que meu aniversário está chegando. E não é como se eu levasse meu aniversário a sério (levo), mas é que apesar das crises existências de tempos em tempos, eu gosto de fazer aniversário. Ponderar o que aconteceu no último, nos últimos, ver o fiz e o que deixei de fazer e ver quais são meus desejos, sonhos e planos para o ano que está por vir. E em 2016 completo a marca de 22. Obviamente os planos são jogar as pernas pra cima na madrugada do dia 26 de julho (que cai numa terça-feira), colocar o fone de ouvido no último volume e ouvir Taylor Swift até me acabar -- mentira. Ouvir Taylor Swift até às 2 da manhã e ir dormir. You only live once.
Sabe quando a vida parece fazer graça com a nossa cara e a gente fica meio "Que?", daí as coisas vão caminhando, e quando você vai ver nem você sabe como é que chegou ali, simplesmente chegou e novamente fica meio "Que?". Tipo. O gato somos todos nós. Espero que isso tenha feito algum sentido. O que acontece é que as coisas andam bem "Que?" no trabalho e já ando num estado automático por lá pois do jeito que tá se você pensar demais sua mente meio que derrete. E sim, isso é um diarinho só por motivos de sim. Saudades escrever aleatoriedades. 
Passei dois meses diretos escrevendo sem parar sobre uma certa pessoa aí e até estranhei por hoje ser dia 13 e ter só um texto pra ele esse mês :3 Falando em escrever, acho que nunca escrevi tanto como no último mês, só da vez que tentei fazer BEDA no meu antigo blog. Então dias atrás eu simplesmente parei para pensar na vida. Estou com mil ideias de auto-retratos, mas não ter um tripé complica. Me sinto estranha de cabelo liso, já não reconheço mais aquela garota que me olha de volta no espelho. Não sei mais lidar com esse lado que durou uns bons seis anos. Sou outra pessoa hoje em dia. E pode ser que eu consiga me acostumar de novo no meio desses fios lisos, mas hoje prefiro ser engolida pelos cachos, do jeitinho deles. Tanto é que ao passar a prancha instintivamente curvo mais que deveria as pontas a fim de não estranhar tanto o resultado final. Mulan nunca fez tanto sentido como agora; quando a gente não cabe mais na gente, a gente tem que mudar -- e foi  o que aconteceu em setembro de 2014. Já vão para dois anos. Junho. O mês que deixo de ser borboleta e volto para o casulo a fim de voltar a ser borboleta no próximo mês.
Esse ano, tirando janeiro, entrei em um estado de leveza tão grande que bloqueei quaisquer sentimentos pesados demais para o meu estado de espírito. Qualquer energia negativa, qualquer pensamento ruim, na minha bolha não entra. É incrível como me sinto melhor a cada dia que se passa. Parece que estou usando um curativo de florzinhas em todos os meus machucados e os remendos só se fecham mais a cada final de semana. Não tem dessa de achar bom de mais para ser verdade. É a verdade mais que verdadeira. Quem olha pra mim de longe sabe. Apesar dos comentários desnecessários sigo em frente deixando tudo isso pra lá, quem sabe da gente é a gente e os outros são só os outros com seus palpites e achismos. Só dou ouvidos a quem vem falar bem e quem tem o que acrescentar. Fato é: transbordou. E os julgamentos eu guardo na gaveta para que amarelem e se percam.
Por hoje é só!

PS. meu acervo de gifs é gigante :P

10 junho 2016

doze vezes amor

Dia doze é dia dos namorados. E seria só mais um dia no calendário não fosse o esbarrão que demos três meses atrás. E dia doze não é só dia dos namorados, é nosso primeiro (de muitos). Dia doze é nosso primeiro dia dos namorados. E então me lembrei da primeira vez que olhei para você. Da primeira vez que vi seu sorriso. Da primeira vez que me derreti com ele. Me lembrei da primeira vez em que você me tocou. Da primeira vez que se aproximou. Doze vezes amor. Doze memórias. Doze vezes você. Doze semanas com você. Doze meses. Doze anos. Doces são os dias que posso partilhar com você. Mais que um milhão de mimos, quero te encher de amor, não só domingo, mas pelo restante dos nossos dias. Já assisti contigo vários episódios de How I Met Your Mother em ordem aleatória, só por ser minha série favorita e achar que você tem um pouco de Marshall e eu ser um pouco Lily, mas no final ver na gente muito de Ted e Tracy. "Não é sobre o final, e sim sobre a jornada". Nossa jornada está apenas começando. E mesmo sabendo que você já tem muito o que ler, não resisto a escrever mais. Era para ser só um bilhete bonitinho e até te disse que não ia escrever aqui, mas é mais forte do que eu. Doze semanas, daqui uma semana, três meses. Cem dias. Quase um mês, uma viagem para Brasília. O mês mais longo da minha vida. Estarei te esperando com uma plaquinha metafórica. Por muitos mais dias ao seu lado, muitas mais conchas maiores, jogos no Xbox, sono profundo disfarçado de cochilo no seu colo, seja em tardes de domingo ou qualquer outro dia da semana, de camisas perdidas no meu guarda-roupa à eu me perdendo no seu olhar, seu sorriso, em você. Feliz dia dos namorados, feliz nosso dia.

07 junho 2016

A gente tem que se virar

"Ai quero investir em uma marca, fazer um cartão de visita, ser linda, aprender a me divulgar", e aí entra em contato dali, entra em contato daqui, semanas se passam, nada acontece e aí você mesmo resolve fazer seus "paranauês" de forma quase nada profissional, mas acaba ficando bonitinho. 

De uns tempos pra cá ando bem focada em transformar mesmo a fotografia no meu trabalho e fui atrás de um monte de coisa, mas acabou que esse monte de coisa não andou pra frente e numa manhã de terça-feira enquanto eu esperava a hora de sair de casa chegar fui brincar no Photoscape.
Fontes legais e um pouco de criatividade deram nessa capa para o meu Facebook e ainda me arrisquei a imprimir pra ver se dava um bom cartão de visita (não deu).
Na empolgação também fiz uma capa para o Facebook do blog e achei uma gracinha ^^ Escolhi vermelho para ser meu ponto de cor por motivos óbvios: quem me conhece sabe que é uma das cores que eu mais uso nos pés e ando bem apaixonada por vermelho já tem um bom tempo. Acho até que depois do roxo é minha segunda cor favorita.

É aquilo que venho repetindo como mantra desde o final de 2014 e tem dado certo: "quando a gente resolve fazer as coisas ao invés de só querer fazê-las a gente de fato faz tudo o que quer". Essa frase entrou para minha vida e toda vez que começo a dar voltas, ela volta para me dar um rumo. Já é junho e eu estou bem.

05 junho 2016

Guarda, chuva


Junho amanheceu chuvoso, de um jeito que nunca vi, resolveu regar as flores que demoraram a germinar. Junho amanheceu de um jeito que para onde olho vejo nuvens, mas são nuvens brancas de algodão doce onde a gente pode se deitar. Junho amanheceu com chuva, mas não amanheceu com tempestade, amanheceu com aquela chuva boa de deitar. Junho amanheceu nublado, mas não de um jeito ruim, amanheceu nublado para dar um tempo ao sol que passou meses trabalhando sem fim. Junho amanheceu. E me sinto dançando nas nuvens como por muito tempo estive sem perceber. Junho amanheceu em paz, em vez de cinza amanheceu branco, em vez de vento trouxe brisa, em vez de frio trouxe café quente. Junho, junho, junho. Doce junho com sabor de mel. Você é fim de verão, eu sou meio de inverno. Nos esbarramos no meio de um verão e atravessamos quase um outono inteiro. Meu inverno está chegando.

03 junho 2016

Transição

É tempo de mudar. Me sinto aos poucos renovando meu contrato comigo mesma. Me sinto estranhamente mais parecida com o meu pai do que jamais fui. Não sei dizer se é a letra de forma que antes eu não tinha ou sei lá. Dois viciados em perfumes. Dois cabeças duras. Duas pessoas que sempre pareceram tão diferentes...
Mas estou mudando.
Aprendi a correr atrás dos meus sonhos, parar de achar que eles são apenas um sonho.
Estou fazendo coisas.
Estou sendo alguém
A vida está boa.
Eu estou feliz em todos os sentidos.
Profissionalmente, amorosamente, comigo mesma.
A mais difícil das relações.
A relação comigo mesma.
Não estou mais em guerra. Parece que comecei a colher o que plantei lá em 2014. Foram dois anos germinando para brotar essa linda planta.
É incrível quando as coisas funcionam. E um passo a frente que parece complicado demais é um passo atrás para preparar o terreno novamente e talvez até mudar de rumo.
Cercada do silêncio dessa madrugada de quinta-feira eu escrevo o que nem sei se guardarei apenas para mim neste caderno.
02/05/2016.
Eu senti que 2016 seria um bom ano, talvez o meu ano, talvez o ano em que as coisas iam começar a andar. E já é junho. 2016. Eu não fiz promessas. Até hoje apenas vivi. Fiz escolhas que tinham de ser feitas e cheguei até aqui. É incrível como as coisas simplesmente acontecem. E nesses seis meses, não me arrependo de nada. E acho que eu já disse isso. Eu deveria estar dormindo. Há três horas. Mas me veio esse texto e precisei escrever.

Três. Seis. Nove. Doze. Quinze. Dezoito. Dezenove. Vinte. Vinte e um. Vinte e dois. 1997. 2000. 2003. 2006. 2009. 2012. Tchau, velho emprego. 2013. Olá, novo (já velho) emprego. 2014. Olá, fotografia. 2015. Olá, primeiro trabalho. 2016. Olá, minha (nossa) vida.

2016 está na metade e até agora já me trouxe reflexões, alegria, a vida no plural, choro, várias lágrimas, chá depois do choro, chá porque sim, café de baunilha, leite achocolatado, as melhores batatas fritas, os reis da comida congelada, a melhor conchinha, uma praça, uma tempestade, roupas trocadas, pés encharcados, gripe, o outono, um milhão de outras coisas que minha mente agitada não consegue se lembrar.

Seja mais que bem-vindo junho.

2016, gratidão.

01 junho 2016

Esquisitices de um aquariano

Sábado fiz meu amigo de modelo e esse é o resultado final :) Para os boys que tiverem interesse, Clark Hammer, solteiro, 20 anos, aquariano com ascendente em sagitário, lua em virgem e vênus em peixes. Odeia bala fini, nutella, pizza de chocolate e lasanha. Só gosta de banda esquisita e música que ninguém conhece. O diferentão do rolê, sempre do contra.


Por hoje é só!