31 janeiro 2017

Resumo do mês - Janeiro


Janeiro começou com ar de dúvida, e eu sabia que algumas mudanças estavam por vir. Em janeiro eu estive em uma constante sensação de ansiedade. Sabe aquela música Dança da Manivela do Axé Bahia (que achei que era do É o Tchan!), "tá quente, tá frio", é a melhor analogia que consigo fazer no momento para dizer que estava me sentindo como "algo vai acontecer, não vai"... porque na verdade, aconteceram coisas. Não coisas que tiveram começo, meio e fim, mas começaram coisas. E a minha agitação tem muito a ver com a leitura de "O ano em que disse sim" da Shonda (cuja qual nunca vi suas séries, só o começo de How To Get Away With Murder), e eu comecei a dizer sim. Esse não é um livro de auto ajuda nem nada, é mais uma conversa entre amigas onde Shonda te diz "você nunca diz sim para nada" e a partir daí parece que sua mente tem um clique e vou guardar mais comentários para a resenha. Enfim, janeiro.

O que eu estou lendo
"O ano em que disse sim", Shonda Rhimes - Leitura do meio para fim, que inspirou completamente meu janeiro, "O Nome da Rosa", Umberto Eco - Leitura do começo para o meio que pausei simplesmente pelas passagens e latim e a edição que é terrível (não comprem a edição de bolso desse livro) e "As Crônicas de Nárnia: A viagem do Peregrino da Alvorada", C.S. Lewis - Volume cinco de As Crônicas de Nárnia que deixei no comecinho para ler o livro da Shonda.

O que eu li
Terceiro livro de As Crônicas de Nárnia "O Cavalo e seu Menino"

O que estou assistindo
Dragon Ball GT - S01E07
Flash - S01E05
Once Upon a Time - S01E03
Supergirl - S02E01

Esse mês sai para fotografar mais uma vez, e tenho alguns projetos em andamento, e não posso negar que estou com medo, mas continuo seguindo adiante com a cabeça erguida e fazendo a Pose do Poder, me sinto cada vez menos mais do mesmo e cada vez mais, eu mesma.

26 janeiro 2017

Marasmo

Fiquei presa no marasmo do meu quarto com a única vontade de colocar um vestido bonito e sair andando a esmo pelas ruas do bairro. Quem me dera eu tivesse um cachorrinho, ele seria motivo mais que suficiente para dar um volta no quarteirão, mas nada me impede de ir só, apenas na companhia de meus pensamentos. Uma coisa apenas me diz que não: o medo. De andar sozinha e mais uma vez ser abordada com uma arma apontada para minha cabeça, mas dessa vez eu não teria nada comigo, apenas a minha vida e os meus pensamentos em forma de linhas mal traçadas. Enquanto isso fico em torno desse amontoado de casas, pensando que eu poderia estar por aí, mas não posso, que poderia sair para me divertir, e posso, mas todos os desafios que eu teria que encarar, sozinha, nesse fim de domingo me impedem. O ônibus, os motoristas do Uber, não ter um destino por exemplo. E essa é apenas uma parte do quebra-cabeça que é a vida, não importa quantos amigos você tenha, tem horas que você simplesmente quer estar sozinho. Mas não é possível. Não tem nem uma vendinha pra ser chamada de lanchonete, só um monte de bares, e homens, e medo. Totalmente alerta a tudo à minha volta, mas tentando não perder a leveza de acreditar no bem da humanidade, com confiança sim, com medo, ainda um pouco, mas é aquele ditado, "vá com medo", que o resto se ajeita.

24 janeiro 2017

Um ode às notas de rodapé

Eu estou lendo o livro "O Nome da Rosa" do Umberto Eco e eu só fui saber que o mesmo era cheio de citações em latim alguns dias antes dele chegar pelo correio e já me decepcionar por ser um livrinho gordo de bolso (eu sabia que a edição era de bolso) - não obstante ele é desses livros de bolso feios, de capa sem orelha, folhas brancas, letras miúdas e apertadas. Mas vim para falar das notas de rodapé.

Eu sou uma pessoa que ama notas de rodapé, elas ajudam a compreender alguma passagem do livro, explicam ou dão uma informação importante/interessante que agrega naquela parte da história, porém com "O Nome da Rosa" isso não aconteceu, e eu não faço ideia do motivo. É legal pesquisar as passagens em latim, dá até aquele toque de mistério que combina com a história, mas um livro com a leitura tão fluída merecia ter notas para ajudar o leitor a ler com mais gosto.

Se eu tivesse realmente seguido a indicação do livro da faculdade e ter procurado o filme para assistir ao invés de me aventurar pela leitura, nada disso teria acontecido.

~às notas de rodapé!

21 janeiro 2017

As Crônicas de Nárnia [#3]: O Cavalo e seu Menino (C. S. Lewis)

Três anos depois da leitura do primeiro livro, eu volto à Nárnia em companhia de Shasta, Aravis, Bri e Huin - duas crianças, um cavalo e uma égua.

A história começa com Shasta descobrindo que não é filho do pescador que acreditou ser seu pai nos últimos anos, que nem mesmo o tratava como filho, mas como servo, e então ele decide fugir com o cavalo do tarcaã que também é um prisioneiro, originalmente de Nárnia, e eles partem "para o Norte e para Nárnia!". No meio do caminho se esbarram com Aravis, que veja só, também está fugindo, porém de um casamento arranjado por seu pai, e ela está à bordo de sua égua também falante, também de Nárnia, e a partir daí a história de desenrola.

O livro é de uma leitura leve e fluída, de história cativante. Em momento algum te entedia, você quer saber o que vai acontecer, seja com Shasta, Aravis, os os reis e rainhas de Nárnia - porque sim, os dois reis e as duas rainhas do livro anterior estão nessa história, mesmo que em segundo plano. E mesmo os personagens em segundo plano tem suas histórias bem desenvolvidas e explicadas durante suas páginas

De modo algum este é um livro ruim porém sinto que faltou alguma coisa. Se não fosse uma história infantil sinto que poderia ter sido mais desenvolvido, o pano de fundo poderia ter sido maior, mas para suas páginas está muito bom, por ele ser o que é, conquistou e valeu a pena. Mas, convenhamos, se fosse maior não seria uma crônica.

"Enquanto souber que não é ninguém em especial, será um cavalo muito honrado."

19 janeiro 2017

10/10

A vida não é Marshall e Lily se conhecendo no primeiro dia de aula e se apaixonando à primeira vista, a vida é na verdade Ted e Robin com todos seus altos e baixos, e apesar deles, continuar a batalha que é o amor.
Quase nunca Ted e Robin estavam na mesma página, mas quando estavam, faziam a história andar sem muitos percalços pelo caminho, e era quando um virava a página rápido demais ou simplesmente não queria virar a página, é que as coisas não funcionavam. E um relacionamento saudável é muito pautado em que página você e a pessoa com quem você decidiu dividir a maior parte de sua vida estão. Um não pode estar muito a frente ou atrás demais do companheiro. E fica mais simples ainda quando as duas partes conseguem conversar. Eu disse simples, não fácil, pois não é nada fácil abrir mão de uma coisa que se gosta, mas às vezes é preciso ceder, e é melhor no auge do que tentar levar aos trancos e barrancos e ficar pior. A paz é sempre mais preferível que a guerra. E, amor, é algo singular e múltiplo ao mesmo tempo - nada disso quer dizer que o amor acabou, quer dizer que o mesmo amor será compartilhado (e multiplicado) agora de outras formas.
Tempo quer dizer simplesmente tempo. Não tem outra definição. E funciona como um resgate do que não fomos (ou fomos mais ou menos). Virou rotina e a rotina desgastou, mas a gente conseguiu ver antes que fosse tarde demais. Depois de certo tempo vivendo as mesmas coisas, dia após dia, sentimos falta do novo, de ter histórias para contar, e é importante respeitar esse espaço, é importante manter a individualidade de cada um dentro de um relacionamento, e é bacana sim fazer as coisas em dupla, mas certas coisas precisamos fazer sozinhos pelo nosso próprio bem e pelo bem de quem mais amamos.
E nem sempre o "tempo" é maldoso dessa forma. Às vezes precisamos caminhar por caminhos que nem sempre serão os mesmos caminhados pela outra pessoa, e você tem que ir em frente mesmo assim, para que os dois possam amadurecer e crescer, não quer dizer parar de conversar, agora quer dizer cultivar a amizade que foi deixada em segundo plano, pois cumplicidade é em todas as áreas da vida - seja amorosa, ou não. O importante é manter a essência, aquilo que fez um aceitar o outro em sua vida, afinal casais, antes de qualquer coisa, deveriam ser amigos.

No fim, não perdemos nada, apenas ganhamos em experiência.

17 janeiro 2017

O Mundo de Sofia

Um livro que eu comecei sabendo que ou eu ia amar, ou eu ia odiar. E eu amei.

Sofia Amundsen, quando está prestes a completar 15 anos, começa a receber cartas de um filósofo, e assim começa seu curso particular de filosofia, e durante esse curso ela descobre muito sobre si mesma e o mundo a sua volta enquanto o próprio leitor também reflete sobre a vida, o universo e tudo mais (e isso não é só uma referência ao Guia do Mochileiro das Galáxias).

O Mundo de Sofia, apesar de suas 550 páginas tem uma leitura rápida e fluida, de um jeito quase mágico eu me sentia sugada pelas palavras de Jostein Gaarder toda vez que eu o abria, e sinceramente, não sei se tivesse tido essa mesma experiência se eu o tivesse lido antes. É um livro bem pesado para quem não se interessa por filosofia, e eu só fui me interessar depois da aula de Fundamentos Filosóficos da Educação, então é oito ou oitenta com ele. Porém de forma alguma ele é um livro ruim por isso. Chegando lá na metade do livro, quando você acha que a história continuará mais do mesmo, tem um plot twist que simplesmente faz seu cérebro explodir e não dá mais para largar até terminar.

Recomendo para todos os curiosos por filosofia, as perguntas sem resposta e as questões de mundo.

12 janeiro 2017

Sobre moda e Supergirl

Depois de 24 anos vivendo uma vida normal, Kara Danvers, que na verdade é Kara Zoer-El, usa seus poderes pela primeira vez quando sua irmã de criação se envolve em um acidente aéreo, e ela é batizada pela maior estrela da mídia e também sua chefe, Cat Grant, de Supergirl.
A partir daqui acompanhamos as aventuras e desventuras de Kara enquanto ela redescobre seus poderes kriptonianos e concilia isso à sua vida normal, e fora esse roteiro clichê de super-herói (que convenhamos é mais do mesmo), a série Supergirl é muitas coisas, mas para mim, principalmente, inspiração no que diz respeito ao me vestir. Desde o primeiro episódio eu já me apaixonei pelas roupas que Kara usa como Danvers.
Nesse processo de descoberta do meu estilo, é a primeira vez que consigo me identificar tanto com um personagem, e o melhor, é quase 100% das roupas que eu sinceramente usaria e até faço uso no dia-a-dia onde não é preciso uniforme.
Quando falo sobre moda não falo de cópia, falo de inspiração, pois não é preciso ter as mesmas peças para chegarmos à uma conclusão parecida, só é preciso criatividade. Com as roupas expresso bagagem e passo mensagens, e sou minha própria heroína.




E todo mundo tem um pouquinho de Kara ao ganhar sorvete, 
um sorvete vindo de Flash, o próprio 
- de vestidinho amarelo ou não.

10 janeiro 2017

Harry Potter e a criança amaldiçoada

O filho do Harry Potter encontra filho do Draco Malfoy e eles vivem altas aventuras (na sessão da tarde).

Dezenove anos depois da morte de Lord Voldemort  a cicatriz de Harry volta a doer, e ele volta a ter sonhos com o Lorde das Trevas. Paranoico e com medo, ele quer fazer de tudo para a afastar seu filho, Alvo Severo, de Escórpio Malfoy (sim, o filho de Draco), pois há boatos de que Escórpio é filho d'Aquele Que Não Deve Ser Nomeado. A trama gira em torno da amizade de Alvo e Escórpio, Cedrico Doggory e um vira-tempo, e como sempre, nada é o que parece - temos uma grande surpresa no final.

É uma leitura rápida e fluída principalmente pela sua construção teatral, e J.K. não deixa a desejar em momento algum. Continua sendo a mesma Joanne dos outros sete livros. A essência continua sendo o poder do amor e da amizade e apesar de uns tropeços no começo até acostumar com a construção, vale a pena ler a o final.

Mas se você não é o maior fã de teatro de todos os tempos, bom, pode ser difícil engolir a história, e mesmo que eu goste de ler outras coisas que não sejam romances propriamente ditos, senti falta das descrições e daquela narrativa que já conhecíamos. Eu não me importaria se este livro fosse um super romance de seiscentas páginas, ou até mesmo uma trilogia, desde que eu conseguisse mergulhar naquela história de verdade. Aqui ficamos só na superfície.

Recomendo para todos os fãs de Harry Potter que querem voltar a Hogwarts numa perspectiva diferente da dos olhos do menino que sobreviveu.

07 janeiro 2017

Chuva no parque (Maurício Kanno)


                    Inspirada na Tatiana Feltrin resolvi tirar o pó 
dos meus livros de contos e crônicas 
e comentar sobre eles.

O que começa uma crônica romântica termina uma crítica engraçadinha ao ar condicionado do metrô de São Paulo. Depende do ponto de vista, na verdade. Se seu humor estiver problematizando tudo, capaz que você encare com palavras duras e diretas de que o ar é gelado demais para um dia frio, mas se estiver de bom humor, conseguirá rir e até se lembrar de uma situação parecida que aconteceu com você mesmo há um tempo atrás.
A terra da garoa inclusive tem para si um comparativo com Veneza e suas gôndolas, o que eu particularmente acho válido aqui pra cidade quando chove muito forte no shopping. Boatos que fizeram as casinhas dos ônibus num antigo rio que secou. Bom, eu nunca fui em São Paulo, mas insisto em dizer que Uberlândia é um projeto de São Paulo nas questões climáticas (e às vezes no trânsito também).

A crônica aparece no livro "Aquarela", organizado por Helena Gomes e Carla Yanagiura.

06 janeiro 2017

Textos perdidos, ou: O que vou tentar ler em 2017


Eu tenho um punhado de livros soltos e não lidos, ou começados aqui em casa e decidi que é hora de tirar a poeira e (voltar a) lê-los. Diferente dos "livros de ônibus" estas pretendem ser leituras feitas antes de dormir, de pelo menos um capítulo.

Janeiro - As Crônicas de Nárnia: O cavalo e seu menino (C. S. Lewis)
Fevereiro - Romance Moderno (Aziz Ansari)
Março - Deuses Americanos (Neil Gaiman)
Abril - A Marca de Atena (Rick Riordan)
Maio - Treblinka (Jean-François Steiner)
Junho - Eleanor & Park (Rainbow Rowell) - em inglês
Julho - Rangers - Ordem dos Arqueiros: Ruínas de Gorlan (John Flanagan)
Agosto - Orgulho e Preconceito (Jane Austen)
Setembro - Enigmas da Primavera (João Almino)
Outubro - Bliss (Lauren Myracle) - em inglês
Novembro - Vivian contra o apocalipse (Katie Coyle)

Quero saber se ao menos vou gostar ou se valerá a pena tê-los por aqui, e desencalhar leituras que ficaram pela metade ou nem foram começadas direito.

O que vou ler de verdade em 2017, ou: 
Os livros que realmente estão na minha lista de leitura

Janeiro - O nome da rosa (Umberto Eco) - 592 páginas
Fevereiro - Cândido ou o otimismo (Voltaire) - 200 páginas/Por que ler os clássicos (Ítalo Calvino) - 288 páginas
Março -  Memórias Póstumas de Brás Cubas (Machado de Assis) - 368 páginas/Quincas Borba (Machado de Assis) - 253 páginas
Abril -  Dez Dias Que Abalaram O Mundo (John Reed) - 504 páginas
Maio -   A revolução dos bichos (George Orwell) - 152 páginas
Junho - Rumo À Estação Finlândia (Edmund Wilson) - 576 páginas
Julho - Conto de Escola (Machado de Assis) - 32 páginas/Harry Potter e a criança amaldiçoada (J. K. Rowlling) - 352 páginas
Agosto -  As meninas (Lygia Fagundes Telles) - 304 páginas/Um teto todo seu (Virginia Woolf) - 124 páginas
Setembro - ?????
Outubro - A Mediadora: Lembranças (Meg Cabot) - 400 páginas
Novembro -  O Visconde que me amava (Julia Quinn) -  304 páginas
Dezembro - O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel (J. R. R. Tolkien) - 592 páginas

Livros indicados na faculdade e alguns de outros carnavais. E sim, em alguns meses tem dois livros pois eles se complementam ou não de certa forma, ou só porque são super curtos. A quantidade de páginas é só para eu ter uma noção.

Quais são seus livros para esse ano?

04 janeiro 2017

Metas e objetivos para 2017

Nesse ano de 2017 eu decidi fazer uma pequena lista de coisas que eu quero muito fazer a fim de ter uma vida melhor. São pequenas coisas do dia a dia que fazem uma diferença danada para meu bem estar psíquico e físico.

Financeiro
Diminuir o uso dos cartões de crédito
Comprar mais à vista
Guardar a bonificação na poupança (meias ou banco, ou os dois)
Comprar com consciência

Carreira
Me organizar melhor - a partir do momento em que tenho que me arrumar até sair
Mudar de cargo na empresa

Intelectual
Continuar escrevendo
Colaborar com meus sites favoritos
Fotografar mais


Moda e beleza
Me cuidar mais

Acadêmico
Fazer algum curso extensivo da UNINTER
Voltar para o Inglês

Família
Assistir pelo um filme por mês com a minha mãe ou acompanhar uma série
Cultivar e cuidar do meu relacionamento

Estas são minhas pequenas metas para viver uma vida mais leve e melhor. 
Quais são seus objetivos?

02 janeiro 2017

Recomeços

2017 já chega mostrando para onde vão os trilhos dessas primeiras semanas, mas com certeza um caminho cheio de curvas, afinal são 364 dias daqui até a próxima estação. 

Para esse novo ano eu não quero escrever mais, apenas continuar escrevendo. Focar na faculdade. Acreditar no meu potencial. Seguir em frente. Dar adeus apenas as coisas ruins e cultivar as boas. Ler pelo menos 12 livros (apesar da minha lista já ultrapassar esse número).

2016 foi cansativo, mas valeu cada dia, cada aprendizado e cada tropicão. Só vem 2017.